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24.05.2019 | Notícias

Tecnologia reduz em 50% o número de acidentes em Curitiba

A cidade viu o número de acidentes cair pela metade no corredor de BRT em que os ônibus foram equipados com Controle Automático de Velocidade

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 Reduzir o número de acidentes de trânsito é um desafio para as cidades. Além de gerar prejuízos financeiros e impactos no fluxo do trânsito, é um grave problema de saúde pública.  E a tecnologia é uma importante aliada das cidades que querem diminuir as estatísticas de acidentes. Curitiba reduziu em 50% as colisões de ônibus biarticulados com automóveis em um dos principais corredores de BRT (Bus Rapid Transit) ao adotar tecnologia para controlar a velocidade dos veículos.

A tecnologia de Controle Automático de Velocidade, desenvolvida pela Volvo,  foi ativada em 25 veículos que fazem a linha Santa Cândida – Praça do Japão.  O sistema ficou em testes durante um ano, e será expandido para os ônibus que circulam nos outros corredores de BRT.

“Esta nova tecnologia representa um ganho significativo em segurança para os usuários do sistema de transporte coletivo de Curitiba, como também para os demais motoristas, passageiros e pedestres que circulam pelas ruas da cidade. Estamos passando por um processo de renovação da frota do transporte coletivo e, em todos os novos ônibus articulados e biarticulados esta tecnologia deve estar presente”, afirma Ogeny Pedro Maia Neto, presidente da URBS (Urbanização de Curitiba)

O Controle Automático de Velocidade é um dos serviços conectados que a Volvo oferece para os seus clientes de ônibus urbanos e rodoviário.  A tecnologia utiliza conectividade GPS para identificar áreas de risco e limitar automaticamente a velocidade dos ônibus, como ruas e avenidas próximas a escolas, hospitais, terminais de ônibus e outros locais com alto fluxo de pedestres. Nesses locais, mesmo que o motorista acelere, a velocidade não ultrapassa os limites estabelecidos para cada trecho, auxiliando também o próprio motorista a ter uma direção mais eficiente e segura.

O presidente da URBS explica que foram mapeadas as regiões de Curitiba que exigem mais atenção dos motoristas e, nos locais mais críticos e com alto fluxo de pedestres, a velocidade do ônibus é de 20 km/h, sem qualquer possibilidade de o motorista atuar para que o veículo trafegue mais rápido. “Caso surja uma emergência e o ônibus precise parar, o fato de estar em baixa velocidade favorece o tempo de reação do motorista, aumenta a eficiência da frenagem e exige um espaço menor para parar o veículo, evitando uma possível colisão”, explica.

O sucesso da operação para redução de acidentes deveu-se ainda ao engajamento do operador de transporte, a Auto Viação Redentor, que reforçou o treinamento dos motoristas com foco em direção segura.  “Esse trabalho em conjunto foi fundamental para alcançarmos resultados positivos. Toda nova tecnologia depende de motoristas bem treinados para que seja usada com a sua máxima eficiência”, destaca Vinícius Gaensly, gerente de serviços conectados da Volvo Buses.

Internet das coisas como aliada da segurança

 Serviços conectados são um forte aliado do gestor de trânsito e do operador de transporte na redução de acidentes e atingimento da metas de Vison Zero ou  Zero Acidentes que estão sendo adotas por várias cidades no Brasil e no mundo. Além de funções de segurança ativa, como o Controle Eletrônico de Velocidade, os serviços conectados fornecem dados que permitem o planejamento e a gestão da operação com base em informações. É possível identificar falhas, os motivos e os locais dessas falhas, e adotar ações para dar mais eficiência à operação, trazendo ganhos em segurança e redução de custos.

“Os serviços conectados são um exemplo de internet das coisas aplicada em benefício do transporte de passageiros. Os dados gerados trazem mais inteligência para a gestão de trânsito ao permitir o diagnóstico remoto dos problemas e a adoção de ações mais assertivas e customizadas. A instalação do Controle de Aceleração Inteligente nos ônibus de Curitiba mostra claramente como intervenções localizadas trazem resultados positivos”, argumenta Gaensly.

 

 

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