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25.06.2019 | Notícias

Número de mortes no trânsito continua aumentando nas Américas

Um novo relatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) revela que o número de mortes no trânsito continua aumentando nas Américas, chegando a quase 155 mil por ano, 11% do total mundial.

O estudo destaca que lesões no trânsito são a principal causa de morte de crianças entre cinco e 14 anos e a segunda maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. São também a 10ª causa de morte entre todas as faixas etárias.

Para a diretora da Opas, Carissa F. Etienne, “essas descobertas indicam a necessidade de priorizar a prevenção dessas lesões com intervenções que sabemos que funcionam. Lesões no trânsito não só tiram a vida de milhares de pessoas a cada ano, mas também deixam outros milhares com incapacidade, problemas emocionais e financeiros, além de sobrecarregarem os serviços de saúde

Segundo o relatório, as Américas apresentam o índice de 15,6 mortes por cada 100 mil pessoas. As taxas de mortalidade no trânsito variam de país para país e são influenciadas pelos níveis de desenvolvimento de cada um deles.

Em 2016, 38.641 mil pessoas morreram no trânsito no Brasil, país que apresentou um índice de 19,7 mortes por 100 mil habitantes.

De acordo com o relatório, Barbados e Canadá têm taxas de menos da metade da média regional, com 5,6 e 5,8 por 100 mil habitantes, respectivamente. Já países como Santa Lúcia e República Dominicana apresentam mais que o dobro da taxa de mortalidade regional, com 35,4 e 34,6, respectivamente.

Em 2016, 38.641 mil pessoas morreram no trânsito no Brasil, país que apresentou um índice de 19,7 mortes por 100 mil habitantes.

O Caribe Latino apresenta um índice de 21,1 mortes por 100 mil habitantes e a Região Andina de 20,9. O Cone Sul conseguiu reduzir sua taxa de 20,9 em 2013 para 18,4 em 2016 e o Caribe não latino tem um índice de16,7 mortes por 100 mil habitantes.

Motociclistas, pedestres e ciclistas

O estudo também aponta que motociclistas, pedestres e ciclistas são os mais afetados

Quase metade das pessoas que morrem por lesões causadas no trânsito são motociclistas, representando 23% delas, pedestres, 22% e ciclistas, 3%. Eles são considerados usuários vulneráveis das vias por circularem com mínima proteção e não terem outra opção são utilizar uma infraestrutura de trânsito insegura.

O percentual de motociclistas vítimas de acidentes de trânsito aumentou de 20% para 23% entre 2013 e 2016. Essa situação pode estar relacionada a um aumento de 23% no número de veículos motorizados de duas e três rodas registrados no mesmo período.

O link para o relatório completo é: http://iris.paho.org/xmlui/handle/123456789/51088

Fonte: Comunicação Organização das Nações Unidas Brasil

 

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