Blog

31.07.2019 | Notícias

Histórias de motoristas

Em razão do dia do motorista, comemorado no dia 25 de Julho, O Programa Volvo de Segurança no Trânsito (PVST) convidou quatro motoristas profissionais para compartilhar suas histórias e mandar uma mensagem sobre a profissão.

Histórias de luta, superação de desafios, perseverança e amor pelo trabalho são comuns entre os motoristas.  Além de contar suas histórias, eles também mandaram mensagens de incentivo aos colegas de trabalho para outros trabalhadores para quem, muitas vezes, passam despercebidos.

Quirino 3

Quirino Ramos Gonçalves

Nova Era – MG

A história de Quirino

Comecei a gostar de caminhão por influência do meu irmão. Vendo ele dirigir, acabei pegando amor à máquina, ao caminhão. Não foi fácil. Meus pais não tinham como me ajudar, eu tive que trabalhar pesado, tombando eucalipto, para ter minha carteira de habilitação. Trabalhava um ano, juntava o dinheiro, saia e depois voltava. Todos sabiam o que eu queria. Minha primeira habilitação foi na categoria B. Lutei, lutei e quando fiz o exame para a categoria D, fui reprovado. Eu me lembro que no dia eu estava morto de fome, a cabeça doía muito e eu não conseguia fazer a prova. Na empresa, eu ficava olhando os caminhões puxar madeira. Eu lá no alto, via os caminhões chegando, levantando poeira, a galera carregando e meus olhas enchiam d’agua.  Eu chorava e pedia, meu Deus, quando vou conseguir realizar esse sonho.  Às vezes, eu não acreditava em mim e pensava: será que vou conseguir? Graças a Deus eu consegui. Troquei a minha carteira para categoria D e fui em busca de trabalho. Também não foi fácil. Conheci um rapaz que tinha um caminhão parado. O caminhão era ruim, mas como estava parado, eu ia na casa dele quase todo final de semana. Queria colocar o caminhão parar rodar e ele dizia que o caminhão estava ruim de pneu, ruim de mecânica, mas eu insisti tanto que ele cedeu. Trabalhei naquele caminhão até não ter mais jeito de rodar. Não foi fácil. Depois fui conseguindo outros trabalhos, até que entrei em uma empresa grande e consegui dirigir um caminhão de nove eixos, que é o sonho de todo motorista. Hoje, eu trabalho para mim. Consegui comprar um caminhão. Toda dificuldade vale a pena. É bom demais fazer o que gosta. Confesso que, às vezes dá vontade de desistir. Já teve dias que eu não tinha dinheiro para nada. Depois que passa, você senta na poltrona do caminhão, esquece de tudo e agradece a Deus.

 

Uma mensagem

“Meu conselho para quem sonha em ser motorista de caminhão ou está no início da carreira, é que não desanime. É muito bom viver esse sonho. Estar só você e Deus na cabine, pensando, fazendo planos e agradecendo sempre por ter alcançado a profissão dos seus sonhos, mesmo em meio às dificuldades e sendo malvisto por alguns. O que importa é estar consciente de que você contribui para o progresso do país e, mesmo que a maioria não pare para pensar antes de te desclassificar, você tenha a consciência de que transporta o alimento, o remédio e outros itens que chegam até as pessoas, que o faz com amor e que merece respeito sempre”, Quirino Ramos Gonçalves.

 

Claudio 3

Claudio Benedito dos Santos

Pitangueiras -SP

A história de Cláudio

Ser caminhoneiro está no meu sangue, no meu destino. Estava escrito desde que eu era criança. Meu pai era motorista de caminhão e eu ia trabalhar com ele.  Eu sempre fui curioso e ele foi me ensinando como conduzir o caminhão. Os anos se passaram e quando completei 18 anos tirei minha habilitação, mas fui trabalhar em uma usina de cana-de-açúcar, com máquinas.  Quando completei 21 anos, já com idade para mudar a categoria da minha carteira de habilitação, passei da categoria AB para AE. Imediatamente surgiu meu primeiro emprego como motorista de caminhão, por meio do meu sogro, que também seria meu parceiro na atividade de motorista no transporte de cana-de-açúcar. Dirigia um Volvo VM310 rígido, com reboque de 4 eixos, uma composição de 24 metros, romeu e julieta. Fiquei cinco anos nessa atividade, até que meu patrão trocou o caminhão por um Volvo FH540.  Trabalhei mais quatro anos com transporte de cana-de-açúcar e, na entressafra, transportava cargas diversas. Depois desse período, meu patrão decidiu optar definitivamente pelo transporte rodoviário, adquiriu um conjunto de Rodotrem graneleiro e estamos aí, nas batalhas do dia a dia, movimentando o progresso do nosso país.

 

Mensagem de Cláudio

“Parabenizo todos os profissionais do volante que dedicam todo amor, carinho e seriedade para um futuro melhor. Peço atenção sobre a desvalorização da nossa classe e o desrespeito conosco no carregamento e descarregando, nos postos de combustível e até mesmo pelas autoridades rodoviárias. Muitas vezes somos taxados como bandidos. Peço, atenciosamente, que olhem para nós com mais afeto, amor, carinho e respeito. Somos seres humanos iguais aos outros, muitas vezes passando por dificuldades enfrentando chuva e sol, dores, frio e fome para tornar o dia das pessoas melhor. Sem o caminhão o Brasil para, e sem o profissional do volante não há estradas percorridas. Obrigado a todos pela compreensão”.

 

Franciele Zapella

Franciele Zapella

Jaraguá do Sul -SC

A história de Franciele Zapella

Minha vida nas estradas começou quando percebi que era sufocante e desgastante a rotina no escritório. Pensei muito no que eu gostava de fazer, em tudo o que me fazia sentir bem. Gosto de conhecer lugares, de fotografar, de gastronomia e de pegar a estrada e dirigir por horas. Então comecei a procurar opções de trabalho com a descrição de motorista. Não sabia ao certo com que eu trabalharia, mas estava determinada a ser motorista. Foi então que mudei a categoria da minha carteira de habilitação e fiz os cursos de condutor de ambulância, de transporte escolar, de coletivo e MOPP (Movimentação Operacional de Produtos Perigosos). O que mais me chamou a atenção foi o MOPP, pois havia muita participação de motoristas que falavam sobre a realidade. E ali, naquele momento, eu soube realmente o que eu iria ser: motorista de carreta!
Os primeiros meses foram de grande aprendizado, dificuldades nas rodovias, insegurança em postos, flexibilidade para lidar com o machismo e ao assédio. Mas minha mãe me ensinou que tudo acontece de acordo com a tua própria postura, a forma de tratar as pessoas. E sempre fui mais reservada. Hoje em dia, trabalhando entre Brasil, Argentina, Chile e Uruguai ainda estou aprendendo a lidar com situações difíceis, mas mantenho sempre o foco, a determinação, a paciência e a prudência para exercer da melhor forma possível esta profissão pela qual me apaixonei incondicionalmente.
Minha família, graças a Deus sempre me apoia, me aconselha e se orgulha da pessoa que me tornei.  E por ironia do destino, como nada nesta vida é por acaso, nascei no dia 30 de Junho, dia do caminhoneiro!

Mensagem da Fran

“Caminhoneiros são profissionais que dedicam suas vidas longe de casa e de suas famílias, enfrentando dificuldades e perigos nas estradas para transportar o progresso o nosso país!”

 

WhatsApp Image 2019-07-29 at 14.12.42

Carlos Rabelo Costa

São Paulo – SP

A história de Carlos

Minha história como motorista iniciou há 12 anos. Eu trabalhava com segurança e fui convidado por uma empresa para trabalhar como motorista de ônibus. E, nas minhas férias, eu fui por curiosidade. Fiz os primeiros treinamentos sobre como transportar passageiros, como se deve lidar com os passageiros e acabei gostando. Me apaixonei pelo setor.  Quando minhas férias terminaram, pedi demissão para continuar como motorista de ônibus. Amo essa profissão e faço tudo com o maior carinho. Procuro atender aos passageiros como se eu estivesse atendendo meus familiares, e me esforço para ajudar os colegas de profissão com dicas e vídeos, especialmente sobre os temas segurança e relacionamento com os passageiros. Hoje, além de eu trabalhar como motorista, atuo como instrutor e tento transmitir para todos o amor que tenho pela profissão e pelo transporte de passageiros.

 

Mensagem de Carlos

Nossa missão é transportar vidas, sonhos, vitórias. Quando realizamos o nosso trabalho com dedicação, tudo se torna um lindo passeio.

 

DEIXE UM COMENTÁRIO