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24.09.2019 | Notícias

Cinto de segurança ainda é um desafio no Brasil

Sem Título-1 (3)

Mais do que qualquer outra invenção, o cinto é sinônimo de segurança no trânsito. Desde a sua criação, há 60 anos, já salvou mais de um milhão de vidas

 No Brasil, a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança completa 21 anos,  mas a conscientização ainda é um desafio para o país. Uma pesquisa realizada pela ARTESP – Agência de Transporte do Estado de São Paulo,  sobre o uso do cinto de segurança, mostrou que de 2012- 2014 quase 70% dos passageiros de bancos traseiros que morreram nas rodovias brasileiras estavam sem cinto. A falta de cinto tirou a vida também de 40% dos passageiros dos bancos da frente e cerca de 50% dos motoristas que não usavam cinto de segurança.  Ainda segundo a Polícia Rodoviária Federal, em 2017 a falta do uso do cinto de segurança gerou mais de 200 mil infrações. Considerado uma proteção vital em caso de acidente, o cinto de segurança é de uso obrigatório tanto nos bancos da frente quanto nos traseiros. E a responsabilidade legal da utilização é do condutor que deve conscientizar, orientar e observar o uso por parte de todos os ocupantes do veículo.

Curta história

No início dos anos 50, o engenheiro da Volvo, Nils Bohlin,  recebeu a missão de desenvolver um dispositivo para manter os motoristas em seus assentos evitando  arremessá-los fora do veículo, no caso de uma colisão. Assim nasceu o cinto de segurança de três pontas que, ainda hoje, é o principal item de segurança no trânsito no mundo. Em 1958 a Volvo patenteou a revolucionária invenção e no ano seguinte, o equipamento tornou-se padrão nos automóveis Volvo Amazon,  primeiro carro do mundo a ter o cinto de segurança como equipamento padrão. Em 1979 os cintos de segurança se tornaram itens de série dos caminhões Volvo.

Pela importância e efetividade em proteger e salvar vidas, a Volvo permitiu que outros fabricantes de veículos também usasse a tecnologia para salvar mais vidas e hoje é reconhecido como a inovação que mais vidas salvou no trânsito. Estudos provam que o uso do cinto reduz o risco de morte dos ocupantes dos bancos dianteiros entre 40% e 50% e de ferimentos graves entre 50% e 70%. No entanto 105 países ainda não tem uma legislação que exija a sua obrigatoriedade.

As tendências indicam que o cinto de segurança ficará mais inteligente e conectado. Especialistas estão testando cintos que inflamam em caso de colisão, cintos que se adaptam ao corpo e cintos inteligentes que emitem um alerta se o motorista cochilar.

Enquanto isso o cinto segue soberano em sua função de salvar vidas.

Afivele-o sempre!

 

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