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26.11.2013 | Notícias

Brasil precisa renovar 230 mil caminhões com mais de 30 anos

Entidades entregam ao governo Programa Nacional de Renovação de Frota

Entidades do setor automotivo, da indústria metalúrgica, entre outras, entregaram ao governo federal, nesta segunda-feira, 25 de novembro, uma proposta para renovar a frota de veículos pesados no Brasil. Atualmente, são cerca de 230 mil caminhões com mais de 30 anos. Esses veículos têm tecnologia ultrapassada e poluem mais do que caminhões novos. Também contribuem para aumentar os riscos de acidentes e os congestionamentos porque apresentam defeitos mecânicos com maior frequência.

A proposta entregue à Casa Civil e ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior é voltada para os caminhoneiros autônomos e foi construída com base no RenovAR (Plano Nacional de Renovação de Frota de Caminhões).

Os caminhoneiros autônomos representam 89% da frota com mais de 30 anos. Entretanto, eles têm dificuldades na aquisição de um veículo novo, segundo estudos das entidades.  Também está inserida na proposta a disponibilização de benefícios fiscais e a necessidade de o governo regulamentar os centros de reciclagem de veículos.

Basicamente, a proposta prevista no Programa Nacional de Renovação de Frota funciona da seguinte forma: o caminhoneiro autônomo entrega o seu caminhão de mais de 30 anos a um centro de reciclagem e recebe um crédito tributário de R$ 30 mil e uma certificação de que o veículo foi destruído. Com esse documento, ele adquire um caminhão novo em alguma concessionária em condições especiais de financiamento, com juros baixos e prestações com valores mais atraentes.

O caminhoneiro autônomo tem ainda a possibilidade de trocar o veículo por outro caminhão usado, com até 10 anos. Se a proposta for implementada pelo governo federal, a expectativa é que em menos dez anos a atual frota de caminhões com mais de 30 anos esteja renovada. O governo federal se comprometeu a analisar internamente a proposta das entidades e deve apresentar um cronograma de implantação do programa.

Fonte: divulgação CNT

19.11.2013 | Notícias

Van Damme se equilibra entre dois caminhões

Jean-Claude Van Damme se equilibra entre dois caminhões graças à direção eletro-hidráulica Volvo

O celebrado artista de filmes de ação de Hollywood, Jean-Claude Van Damme, é a estrela do mais recente vídeo da Volvo Trucks. No filme ?O Split Épico?, de 1 minuto e 17 segundos, o ator realiza a quase inacreditável proeza de se equilibrar entre dois caminhões FM que estão dando ré. Em cima dos veículos, ele faz o impressionante Espacato - um movimento da ginástica que consiste em abrir as pernas de modo que estas formem um ângulo de 180° e fiquem paralelas ao solo.

Veja o vídeo

O espacato (split, em inglês) de Van Damme foi feito graças ao Volvo Dynamic Steering, uma inovadora tecnologia desenvolvida pela Volvo Trucks para melhorar sensivelmente a precisão e estabilidade em qualquer situação de direção. O sistema opera através de um motor controlado eletricamente,ajustado cerca de duas mil vezes por segundo, criando uma direção de altíssima precisão. Ao dirigir em ré, o Volvo Dynamic Steering proporciona excelente controle com o mínimo de esforço.

“O filme é perfeito para demonstrar a estabilidade direcional oferecida pelo Volvo Dynamic Steering,”explica Jan-Inge Svensson, engenheiro que participou do desenvolvimento do software para o sistema naVolvo Trucks. ”A estabilidade e o controle são tão bons que é possível dar a ré com o caminhão por longas distâncias com um alto nível de precisão, que foi exatamente o que fizemos neste vídeo. Tinha que serperfeito ? até o ultimo centímetro”, diz o engenheiro.

Sem esforço

A baixas velocidades, o Volvo Dynamic Steering melhora a manobrabilidade. O motor elétrico também regula automaticamente a direção e compensa as irregularidades que são percebidas através da direção, como ventos laterais ou ondulações na pista. O resultado é uma grande redução na necessidade de fazer pequenos ajustes na direção. Além disso, o Volvo Dynamic Steering também automaticamente devolve a direção para sua posição inicial ao ser solta, reduzindo mais ainda o esforço para o motorista.

No vídeo, é o Volvo Dynamic Steering que permite que os motoristas dos dois caminhões mantenham exatamente a mesma velocidade e distância ao se deslocarem em ré. A capacidade atlética de Van Damme e a habilidade dos motoristas são fundamentais para o sucesso da proeza. Porém,sem o Volvo Dynamic Steering, a manobra simplesmente não teria sido possível.

“A capacidade do sistema não só ajuda a fazer um ótimo vídeo ? como também é muito prático para motoristas de caminhões, especialmente em situações em que há necessidade de muito trabalho de direção”, acrescenta Svensson. ”Por exemplo, manobras em ré em áreas apertadas ou em terreno acidentado. Ao dar a ré com um reboque, pequenas mudanças na direção podem fazer uma grande diferença na direção do veículo e o esforço exigido do motorista em um caminhão convencional pode ser muito maior. Porém, o Volvo Dynamic Steering ajuda o motorista a manter uma linha reta com um nível de controle do caminhão muito superior”, finaliza o engenheiro.

Volvo Dynamic Steering

O Volvo Dynamic Steering é baseado em um sistema convencional de direção mecânica no qual a coluna de direção aciona a engrenagem de direção. Uma unidade servo-hidráulica gera força que ajuda o motorista a virar a roda do caminhão. No sistema Volvo, um motor elétrico controlado eletronicamente é acrescentado e acoplado à coluna de direção. Este motor elétrico funciona junto com a unidade de direção hidráulica e é ajustado milhares de vezes por segundo pela unidade de controle eletrônica. A baixas velocidades, o motor elétrico agrega força adicional e, a velocidades mais altas, regulaautomaticamente a direção e compensa pelas irregularidades sentidas, causadas por exemplo por ventos laterais ou ondulações na superfície da pista.

23.10.2013 | Notícias

Silvestrin Frutas investe no TransFormar para reduzir acidentes

Investimento da empresa em capacitação  já traz bons resultados

Buscando reduzir o número de acidentes envolvendo veículos de sua frota, a Silvestrin Transportes, braço logístico da Silvestrin Frutas, de Farroupilha, no Rio Grande do Sul, encontrou no TransFormar a solução para aumentar a segurança de suas operações. Desde 2009, a empresa envia, todo ano, de dez a vinte motoristas de seu quadro de funcionários para participar do treinamento em uma das concessionárias do Estado, ou em Curitiba, sede do Grupo Volvo na América Latina.

JoaoSilvestrin
?Desde que nossos motoristas começaram a participar do TransFormar, o número de acidentes reduziu-se muito. De 2009 até agora, tivemos apenas oito acidentes, todos sem gravidade?, declara João Silvestrin, proprietário da Silvestrin Frutas. Antes de ingressar no treinamento, a empresa registrava em média, quatro acidentes por ano embora contasse com um número inferior de veículos.

Do atual quadro de motoristas, mais de 60% já passaram pelo TransFormar. Outra turma, com onze profissionais está agendada para fazer o curso na última semana de setembro.

Outro ganho destacado pela empresa foi o maior comprometimento dos motoristas com o trabalho. O comportamento muda. O curso promove uma imersão de conhecimento que, além de estimular o comportamento seguro, tem o poder de energizar e comprometer a equipe com os objetivos da empresa. Ser motorista de longa distância, não é fácil. Por isso manter o profissional motivado é algo fundamental neste segmento?, explica Rafael Somacal, Diretor de Logística.

A Silvestrin Transportes congrega 68 motoristas que dirigem uma frota de 64 caminhões pesados. Atendendo a necessidade de comercializar as frutas produzidas pela Silvestrin, a empresa, que nasceu em 1992, com apenas um caminhão. Atualmente, também presta serviços para outras companhias e é especializada no transporte de cargas refrigeradas como frutas, pescados, carnes, sucos e diversos congelados. No Brasil, os caminhões da Silvestrin circulam pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Distrito Federal, Goiás e por algumas cidades do Nordeste. Fora do país, faz também transportes de cargas refrigeradas na Argentina, Chile e Uruguai.

16.10.2013 | Notícias

Transformar é o mais inovador programa de desenvolvimento de motoristas de caminhão

O Grupo Volvo América Latina mantém o mais inovador programa de treinamento de motoristas de caminhão do Brasil. Com o lema ?Vida e economia na mesma direção?, o Transformar é baseado no gerenciamento de riscos da viagem e é executado levando-se em consideração o cotidiano do condutor.

?O foco de todo o trabalho é o condutor do caminhão?, afirma Solange Fusco, gerente de comunicação corporativa do Grupo Volvo América Latina. ?Um motorista consciente é fator-chave para a segurança na estrada?, complementa Carlos Pacheco, gerente de desenvolvimento de concessionárias da Volvo para a América do Sul. Com o ?Transformar?, a Volvo investe numa área que representa um valor central para a marca: a segurança. A empresa quer contribuir para a redução do número de acidentes no Brasil, um dos grandes problemas da atualidade no País.

Estatísticas de entidades e empresas ligadas ao setor de transporte estimam que anualmente ocorrem perto de 100 mil acidentes com o envolvimento de veículos de carga nas rodovias brasileiras. O setor calcula que estas ocorrências resultam na morte de aproximadamente 8 mil pessoas, 4 mil delas motoristas de caminhões. No total, o Brasil perde em torno de R$ 22 bilhões por ano com acidentes, cerca de R$ 10 bilhões somente com o transporte rodoviário de carga. ?É um prejuízo muito maior que o montante de R$ 1 bilhão de perdas com o roubo de carga?, observa Pacheco.

Comportamento

?O programa Transformar é voltado para o comprometimento dos motoristas com um trânsito mais seguro nas estradas, mas também está dirigido para uma condução mais econômica?, diz Solange. ?A mudança de comportamento do motorista é o que pode fazer a diferença?, completa Anaelse Oliveira, coordenadora do Programa Volvo de Segurança no Trânsito (PVST).

?Toda a metodologia do programa está dirigida para melhorar a conduta do motorista nas diferentes etapas da viagem, desde o planejamento e a implementação das verificações, passando pela operação propriamente dita, até a avaliação final dos resultados da viagem?, diz Nereide Tolentino, especialista em desenvolvimento comportamental e coordenadora pedagógica do programa.

10.10.2013 | Notícias

Risco de apagão é real: caminhoneiros querem outra profissão.

Pesquisa revela: 55% dos caminhoneiros deixariam a profissão, se pudessem, e 86% não querem que o filho siga o mesmo caminho. Risco de acidentes, roubos, assaltos e falta de qualificação são agravantes. Há 100 mil caminhões parados no país por falta de motoristas, segundo estimativas.

Uma pesquisa realizada com 1.512 motoristas profissionais que frequentam a Casa do Cliente das empresas Randon apresenta dados reveladores e deixa a pergunta: teremos motoristas profissionais amanhã? A pesquisa foi coordenada por Nereide Tolentino, consultora do Programa Volvo de Segurança no Trânsito (PVST) e especialista em comportamento do motorista.

?Considerando que a continuidade de pai para filho está em declínio, que a profissão oferece riscos e baixa qualidade de vida, e que a característica de liberdade e aventura não existe mais, já que hoje tudo é controlado, corremos o risco de ter um apagão de mão de obra especializada?, afirma.

Atualmente, o Brasil vive a realidade da falta de motoristas profissionais. Estimativas apontam que 10% da frota de caminhões está parada por falta de condutores qualificados. Este número corresponde a mais de 100 mil veículos.

Além da baixa qualidade de vida e dos riscos que envolvem a profissão, outra dificuldade enfrentada pelo setor é a necessidade de uma melhor qualificação, devido à maior sofisticação e alto grau de tecnologia embarcada nos caminhões. ?Durante as entrevistas, ficou claro que o que levou os caminhoneiros mais velhos a optarem pela profissão foi uma remuneração razoável, apesar da pouca escolaridade. Porém, os jovens com maior escolaridade têm muitas outras oportunidades?, diz Nereide.

Do total de entrevistados, 70% revelaram que tinham um sonho de ser caminhoneiro desde a infância e 53% que iniciaram na profissão por influência familiar. O que mais os atrai na profissão é a oportunidade de conhecer lugares (31%), a possibilidade de conhecer novas pessoas (19%) e o sentimento de liberdade (11%).

A pesquisa revela também que 76% dos caminhoneiros informam que a maioria dos colegas de profissão usa rebite; que 59% alegam que têm algum problema de saúde, como dor nas costas, pressão alta, estresse e obesidade; e que 93% considera a profissão arriscada devido ao alto número de acidentes, roubos e assaltos.

Saídas

Uma das saídas apontadas pela coordenadora da pesquisa é uma mudança radical na condição de trabalho do motorista profissional, que não pode se resumir apenas a uma diminuição da carga horária de direção.

?Só reduzir a carga horária não vai resolver o problema. Carga horária e remuneração, apesar de importantes, não são as principais queixas dos caminhoneiros. Ele sente falta de laços afetivos e de passar mais tempo com a família. Qualquer coisa que prolongue o tempo dele fora de casa, ele acha ruim?, argumenta Nereide.

Uma das soluções apontadas pela especialista é o rodízio de motoristas, como já acontece no transporte rodoviário de passageiros. Outra é investir na valorização e no desenvolvimento, oferecendo treinamentos e um acolhimento de melhor qualidade nos pontos de carga e descarga.  ?Com um número maior de profissionais satisfeitos, teremos mais gente interessada neste tipo de trabalho, pois viajar e dirigir uma máquina possante é algo que fascina jovens e adultos?, destaca Nereide.

Um dos exemplos de bom acolhimento são as Casas do Cliente que oferecem aos motoristas um ambiente que proporciona qualidade de vida. Além de uma boa estrutura para descanso e higiene, ele recebem uma boa refeição, podem assistir filmes, conversar com os colegas de profissão, jogar e ler livros e revistas deixados à disposição.

Perfil dos entrevistados

Idade

17% têm até 30 anos

65% têm de 31 a 50 anos

18% têm acima de 60 anos

Estado Civil

14% são solteiros

86% são casados

98% têm filhos

Escolaridade

31% cursaram até a 5º série

31% cursaram até 8º série

29% possuem ensino médio

3% possuem graduação

Origem da profissão

70% tinham a expectativa de ser motorista de caminhão desde a infância.

53% iniciou na profissão por influência familiar.

29% trabalhavam em atividades agrícolas antes de serem caminhoneiros

Tempo de viagem

42% das viagens têm mais de 6 dias

42% têm entre 2 e 6 dias

14% têm apenas um dia