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01.08.2019 | Notícias

Sua empresa tem cultura de segurança no trânsito?

Bandeira levantada pelo Programa Volvo de Segurança no Trânsito (PVST) no Brasil, a cultura de segurança no trânsito continua a ser um grande desafio para empresas de transporte comercial, tanto de carga quanto de passageiros. Não é tarefa fácil implantá-la pois antes de passar para os níveis inferiores das empresas, a direção/liderança precisa ter plena consciência do que ela significa, dos benefícios que traz a todos – empresas, colaboradores e clientes – e como criar um modelo adequado e eficaz da cultura de segurança.

Estamos falando de processo organizacional que pode demorar anos até ser concluído (se é que um dia o será), dependendo do tamanho e das características da empresa, mas é um esforço que se pagará com a colheita dos resultados. Os benefícios não virão apenas na redução de acidentes mas afetarão positivamente os negócios com a melhora dos processos, da imagem da empresa no mercado, na medida em que os clientes potenciais comecem a perceber as vantagens de preferir um transporte mais seguro para seus produtos.

Por isso, é essencial que o principal executivo da empresa seja o comandante do programa e mostre, pessoalmente, ao longo do seu desdobramento, sua liderança em engajar e transformar. O ideal é que cultura de segurança não seja considerada uma prioridade, mas entendida como um dos valores básicos da empresa, cujo significado é muito maior: prioridades podem mudar ao longo do ano, mas valores permanecem para sempre.

Para dar uma ideia mais clara do que significa criar uma cultura de segurança e como pode ser implementada na empresa,  mostramos abaixo um passo-a-passo baseado em experiências nacionais e internacionais.

ISO 39001

Para quem está buscando desenvolver cultura de segurança, um ótimo caminho será o de certificar a empresa na ISO 39001, já traduzida para o português e à disposição das empresas na ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. Trata-se de norma internacional voltada exclusivamente para a segurança viária e que representa um enorme avanço para todos os que atuam no setor.

No Brasil a procura pela 39001 ainda não alcançou o número esperado de empresas, mas as primeiras certificações já ocorreram em Maringá e mais recentemente em Curitiba, no Paraná. O PVST produziu um Manual bem detalhado da ISO 39001 e o disponibiliza também no seu Portal.

Esta ISO dá às empresas certificadas uma vantagem extraordinária na medida em que oferece um conjunto completo de recomendações de segurança viária. Para as empresas que já possuem a ISO 9001 e 14.000, chegar à 39001 será bem mais fácil. Vale a pena conhecer!

Livro “Cultura de Segurança no Trânsito”

Uma boa fonte a ser consultada sobre o assunto é o livro “Cultura de Segurança no Trânsito – casos brasileiros”, publicado em 2013 pela Associação Viking, com o patrocínio do Ministério da Cultura e do Programa Volvo de Segurança no Trânsito, por meio da Lei de Incentivo à Cultura. Nele, é possível encontrar dezenas de experiências brasileiras bem sucedidas em sete setores: arte, conhecimento, cultura, governo, informação, setor privado e sociedade. São narrativas de dezenas de casos de quem tem disseminado cultura de segurança no trânsito pelo país afora.

A versão digital do livro, cuja edição está esgotada, pode ser baixada gratuitamente.

 
31.07.2019 | Notícias

E se 21 aviões caíssem por ano?

Atlas da Acidentalidade no Transporte aponta redução de feridos e mortos nas rodovias federais. Os números, no entanto, ainda são muito altos. A edição de 2019, mostra que em 2018, a média de mortos por dia foi de 14,4.   

Atlas da Acidentalidade

O número de feridos e mortos nas rodovias federais brasileiras reduziu de forma contínua e consistente nos últimos quatro anos, aponta o Atlas da Acidentalidade no Transporte, editado pelo Programa Volvo de Segurança no Trânsito (PVST) com dados da Polícia Rodoviária Federal.

Em 2014, quando o estudo foi lançado, eram registrados 100.832 feridos e 8.234 mortos. A edição de 2019 do Atlas, com dados de 2018, aponta um total de 76.555 feridos e 5.271 mortos, uma queda de 36% no número de mortos e de 24% no número de feridos. No mesmo período, a gravidade dos acidentes caiu 40% e a média de mortes por dia reduziu de 22,6 para 14,4.

“É uma redução significativa, que mostra avanços em benefício da segurança no trânsito, mas também mostra que ainda temos muito o que fazer para que os números continuem caindo.  A média de 14 pessoas mortas por dia apenas nas estradas federais ainda é muito alta, a sociedade não pode aceitar isso”, afirma Alexandre Parker, diretor de Responsabilidade Corporativa e Institucional da Volvo.

O total de mortos em acidentes de trânsito, somente nas rodovias federais, corresponde à queda 21 aviões com 250 passageiros por ano. “Se isso acontecesse provocaria uma comoção nacional e, possivelmente, as pessoas não iriam querer viajar de avião. Mas as mortes no trânsito não causam o mesmo impacto. Não provocam a mesma percepção de risco e uma consequente mudança de comportamento por nós, cidadãos brasileiros. É necessário evoluirmos em cultura de segurança, o que pressupõem mudar as nossas atitudes no trânsito,”, declara Anaelse Oliveira, coordenadora do PVST.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) atribui a redução do número de mortos e feridos a dois fatores: uma melhora no comportamento do motorista e a readequação das operações de patrulha policial.

“Embora o comportamento continue sendo o principal motivo de acidentes e mortes nas rodovias, não podemos deixar de sinalizar que há uma parcela da população que está mudando de comportamento, que está mais consciente. Além disso, o planejamento das operações de fiscalização está baseado em dados e, portanto, mais assertivo, com alocação de policiais nos pontos mais críticos em acidentes”, explica Eder Rommel, da coordenação de comunicação da Polícia Rodoviária Federal.

De acordo com dados do Atlas, o comportamento continua sendo o grande vilão no trânsito. Ultrapassagem indevida é a causa de acidente com o maior índice de gravidade 7,3, seguida por desobediência à sinalização, com índice de gravidade de 6,1 e por velocidade incompatível, 5,9.

Acidentes com caminhões

O número de acidentes envolvendo caminhões nas rodovias federais também reduziu nos últimos quatro anos. De acordo com dados do Atlas, de 2014 para 2018 o total de mortos diminuiu em 36,6%, saindo de 3.538 para 2.241, e o de feridos caiu 28,8%, passando de 23.948 para 17.045.

O comportamento também é a principal causa de mortes em acidentes com caminhões. A causa mais fatal é a ultrapassagem indevida, com índice de gravidade de 7,6%, seguida de perto pela desobediência à sinalização, com um índice de gravidade 7,4, e por velocidade incompatível, com gravidade de 6,5.

Minas Gerais e Santa Catarina são os estados com os trechos mais perigosos em acidentes com caminhões em 2018.  Em Minas, o trecho mais perigoso fica entre os km 469 e 478 da BR 251, próximo a Francisco Sá, onde foram registrados 25 acidentes que deixaram 11 mortos e 87 feridos. O segundo trecho mais perigoso está em Santa Catarina, entre os KM 204 e 213, da BR 101, próximo a São José. Foram registrados no local 84 acidentes que resultaram em 5 mortos e 72 feridos.

“São informações que ajudam tanto as empresas de transporte quanto qualquer pessoa que circule pelas rodovias adotar ações e atitudes preventivas e reduzir o risco de acidentes. A região próxima ao município de São José, em Santa Catarina, é um trecho que merece muita atenção, pois está entre os piores trechos há anos, com alto índice de atropelamentos”, argumenta Anaelse Oliveira.

O horário com maior índice de acidentes envolvendo caminhões é entre 14h e 18h. Os mais fatais, no entanto, acontecem entre 4h e 5h da manhã.  A maioria dos acidentes está concentrada nas quintas e sextas-feiras. Já os mais fatais ocorrem aos domingos.

Acidentes com ônibus

 A queda continua do número de mortos e feridos nos últimos cinco anos se repete nos acidentes envolvendo ônibus nas rodovias federais. A edição de 2019 do Atlas aponta que, em 2018, acidentes envolvendo ônibus resultaram em 411 mortos e 4.681 feridos, enquanto os números da edição de 2014 eram de 7.188 feridos e 667 mortes.

Por ser um transporte de passageiros, os acidentes envolvendo ônibus, no entanto, são mais graves em razão do número de pessoas envolvidas.  Em 2018 o total de mortos por 1000 acidentes envolvendo ônibus é de 103, enquanto o total de mortos por 1000 acidentes envolvendo caminhões é de 50.

A causa que mais provoca acidentes graves com ônibus também é o comportamento, porém com algumas variações de índices de gravidade mais altos. Dirigir com velocidade incompatível com a via possui um índice de gravidade de 9,3, seguido por ultrapassagem indevida com um índice de 9,0 e por dormir ao volante, cuja gravidade é de 8,4.

Os dados completos estão no portal www.atlasacidentesnotransporte.com.br

 

Sobre o Atlas da Acidentalidade

Editado pelo Programa Volvo de Segurança no Trânsito, em parceria com a Tecnometrica (empresa de engenharia da informação) a partir da base de dados da Polícia Rodoviária Federal, o Atlas da Acidentalidade no Transporte é o mais completo estudo sobre os acidentes de trânsito nas rodovias federais brasileiras. Apresenta um diagnóstico dos acidentes por tipo de veículo, indicando as principais causas, as mais letais, os dias e horários da semana com maior índice de acidentes e os trechos mais perigosos, com o maior número de mortos e feridos.

 

 

“Uma marca não é um tapume que esconde uma empresa. Revela o que a empresa é”

O Programa Volvo de Segurança no Trânsito (PVST) convidou Jaime Troiano, especialista em gestão de marcas, para falar sobre a importância da segurança para a imagem das empresas de transporte. O resultado da conversa você confere abaixo.

Jaime

Qual a importância da segurança como valor de marca para uma empresa de transporte de cargas e passageiros? 

O passar dos anos tem demonstrado que segurança é um atributo dos mais poderosos na construção de marcas de veículos. Desde a introdução do ABS, criou-se uma consciência renovada para todos os demais itens que garantem a segurança de todos envolvidos no transporte.

Na sua visão, a meta Zero Acidentes é utopia ou realidade?

Eu acho que a meta Zero Acidentes em qualquer área é válida. Não me lembro de ver uma empresa que tenha zerado os acidentes, mas o Zero Acidentes, como Zero Fome numa má comparação, são referências a se perseguir. O importante é chegar o mais próximo possível. O que conta não é chegar no zero, mas é estar preocupado em chegar lá.

Uma empresa que adota a Visão Zero Acidentes como meta, agrega valor à sua marca? 

Sim, especialmente se o compromisso for mantido em todas as iniciativas da marca e não apenas como uma plataforma de marketing. Esse tipo de postura está baseado num simples princípio que indico aos nossos clientes: uma marca não é um tapume que esconde uma empresa, ela revela o que a empresa é. Qualquer projeto de comunicação que se assente numa estrutura que é frágil, que as estatísticas contrariam o que a comunicação diz, não consegue convencer ninguém. Partindo desse princípio, o essencial para melhorar a imagem externa de uma empresa de transporte é a forma como ela se relaciona com os seus motoristas. Com o cuidado interno de investir em treinamento e em mecanismos de acompanhamento e controle. É necessário fundamentar a comunicação numa base sólida. Não dá para fazer milagre.

Qual a principal dificuldade para as empresas de transporte comercial trabalharem a segurança em seu branding?

Acredito que empresas de transporte comercial acabem se concentrando muito mais em atributos de eficácia operacional, de preço e deixam, ingenuamente, segurança como um atributo complementar. Numa sociedade como a brasileira, onde segurança sempre aparece entre os dois ou três primeiros itens mais importantes nas expectativas da população, é curioso como segurança é apenas uma promessa vazia na maior parte das vezes.

No Brasil, mais de 60% de tudo que é produzido é transportado pelo modal rodoviário. No entanto, a percepção é de que, em algumas ocasiões, os caminhões e os motoristas profissionais não têm uma imagem tão positiva pela a sociedade. Na sua visão, por que isso acontece? 

Acho que este é um tema que divide muito as opiniões. A consciência de que eles são fundamentais para a nossa economia ninguém nega. Mas também, por vezes, isso pode gerar um certo sentimento de arrogância na comunidade dos motoristas de caminhões. A recente paralisação dos caminhoneiros, depois de determinado tempo, deixou sentimentos negativos em relação a essa classe de trabalhadores.

Mas esse não é um tema exclusivamente brasileiro. Tem um filme americano, que é o primeiro sucesso do Steven Spielberg, que chama “O Encurralado”. O filme retrata o duelo entre um motorista de caminhão e o de um carro. O que o filme mostra é que existe uma permanente tensão entre veículos pequenos e caminhões, que existe uma disputa por espaço e uma incompreensão de uns em relação aos outros.

E o que poderia ser feito para uma convivência mais harmoniosa?

Infelizmente, em várias áreas de cuidado e correção de comportamento humano e social, o que tem mais impacto em termos de comunicação, são as ações que mostram o que de ruim pode acontecer. Parece que as pessoas se mobilizam muito menos quando elas ouvem uma mensagem educativa, do quando ouvem “olhe o que aconteceu com esse cidadão que fez o que não devia”. As campanhas de cigarro, por exemplo, só cresceram em termos de redução do número de fumantes quando começaram a estampar nas embalagens de cigarros aquelas fotos pavorosas. Seria mais fácil uma mensagem de “não fume porque fumar faz mal”. Mas não resolve. As pessoas sabem o que não pode ser feito e sabem como precisam se comportar no trânsito. Não é falta de informação. É falta de controle, vigilância e de uma noção de que isso pode acontecer comigo.

E o que poderia ser feito para melhorar a percepção da imagem do transporte de cargas?

A melhor ferramenta seria a diminuição das estatísticas pavorosas que temos como fruto do descuido com segurança. Isso para todos os que dirigem, sejam profissionais ou particulares. Os sistemas de controle e penalidades são muito débeis ainda. Não há projeto de comunicação que possa neutralizar a imagem negativa se não for sustentado por mudanças concretas no comportamento das empresas de transporte e dos motoristas em geral.

Quem é Jaime Troiano

Formado em Engenharia Química pela FEI e em Sociologia pela USP, Jaime Troiano fundou a TroianoBranding, primeira empresa brasileira dedicada integralmente à gestão de marcas. Antes disso foi VP de Planejamento e de Consumer Insights para agências como Young & Rubicam, MPM-Lintas e BBDO, com atuação em toda América Latina. Possui diversos artigos e estudos publicados e premiados sobre Branding e comportamento do consumidor no Brasil e exterior. Além de suas funções na TroianoBranding, contribui para diversos veículos na área de marketing e negócios. É autor dos livros “As Marcas no Divã” e “Band Intelligence – Construindo Marcas que Fortalecem Empresas e Movimentam a Economia”.

 

Dicas para compartilhar as rodovias com segurança

Muitos motoristas de automóveis, motociclistas e ciclistas relatam certo sentimento de  insegurança ao dirigir ao lado de caminhões e ônibus nas estradas, por serem veículos mais longos e grandes. Pensando nisso, o Programa Volvo de Segurança no Trânsito (PVST), desenvolveu uma série com quatro vídeos que oferecem dicas de direção preventiva ao trafegar próximo a caminhões e ônibus.

“Notamos que, muitas vezes, essa insegurança de dirigir próximo a caminhões e ônibus é fruto da falta de informação sobre como se comportar ao lado desses veículos. Esperamos que os vídeos contribuam para uma convivência mais segura e harmoniosa”, explica Anaelse Oliveira, coordenadora do PVST.

Os vídeos estão alinhados à visão Zero Acidentes, adotada pela Volvo no Brasil em 2013, e que tem como meta zerar o número de mortes em acidentes envolvendo veículos da marca.

1 – Atenção na ultrapassagem

2 – Garanta que está sendo visto

3 -  Cuidado redobrado em estradas desconhecidas

4 – Comunicação é fundamental

 

Histórias de motoristas

Em razão do dia do motorista, comemorado no dia 25 de Julho, O Programa Volvo de Segurança no Trânsito (PVST) convidou quatro motoristas profissionais para compartilhar suas histórias e mandar uma mensagem sobre a profissão.

Histórias de luta, superação de desafios, perseverança e amor pelo trabalho são comuns entre os motoristas.  Além de contar suas histórias, eles também mandaram mensagens de incentivo aos colegas de trabalho para outros trabalhadores para quem, muitas vezes, passam despercebidos.

Quirino 3

Quirino Ramos Gonçalves

Nova Era – MG

A história de Quirino

Comecei a gostar de caminhão por influência do meu irmão. Vendo ele dirigir, acabei pegando amor à máquina, ao caminhão. Não foi fácil. Meus pais não tinham como me ajudar, eu tive que trabalhar pesado, tombando eucalipto, para ter minha carteira de habilitação. Trabalhava um ano, juntava o dinheiro, saia e depois voltava. Todos sabiam o que eu queria. Minha primeira habilitação foi na categoria B. Lutei, lutei e quando fiz o exame para a categoria D, fui reprovado. Eu me lembro que no dia eu estava morto de fome, a cabeça doía muito e eu não conseguia fazer a prova. Na empresa, eu ficava olhando os caminhões puxar madeira. Eu lá no alto, via os caminhões chegando, levantando poeira, a galera carregando e meus olhas enchiam d’agua.  Eu chorava e pedia, meu Deus, quando vou conseguir realizar esse sonho.  Às vezes, eu não acreditava em mim e pensava: será que vou conseguir? Graças a Deus eu consegui. Troquei a minha carteira para categoria D e fui em busca de trabalho. Também não foi fácil. Conheci um rapaz que tinha um caminhão parado. O caminhão era ruim, mas como estava parado, eu ia na casa dele quase todo final de semana. Queria colocar o caminhão parar rodar e ele dizia que o caminhão estava ruim de pneu, ruim de mecânica, mas eu insisti tanto que ele cedeu. Trabalhei naquele caminhão até não ter mais jeito de rodar. Não foi fácil. Depois fui conseguindo outros trabalhos, até que entrei em uma empresa grande e consegui dirigir um caminhão de nove eixos, que é o sonho de todo motorista. Hoje, eu trabalho para mim. Consegui comprar um caminhão. Toda dificuldade vale a pena. É bom demais fazer o que gosta. Confesso que, às vezes dá vontade de desistir. Já teve dias que eu não tinha dinheiro para nada. Depois que passa, você senta na poltrona do caminhão, esquece de tudo e agradece a Deus.

 

Uma mensagem

“Meu conselho para quem sonha em ser motorista de caminhão ou está no início da carreira, é que não desanime. É muito bom viver esse sonho. Estar só você e Deus na cabine, pensando, fazendo planos e agradecendo sempre por ter alcançado a profissão dos seus sonhos, mesmo em meio às dificuldades e sendo malvisto por alguns. O que importa é estar consciente de que você contribui para o progresso do país e, mesmo que a maioria não pare para pensar antes de te desclassificar, você tenha a consciência de que transporta o alimento, o remédio e outros itens que chegam até as pessoas, que o faz com amor e que merece respeito sempre”, Quirino Ramos Gonçalves.

 

Claudio 3

Claudio Benedito dos Santos

Pitangueiras -SP

A história de Cláudio

Ser caminhoneiro está no meu sangue, no meu destino. Estava escrito desde que eu era criança. Meu pai era motorista de caminhão e eu ia trabalhar com ele.  Eu sempre fui curioso e ele foi me ensinando como conduzir o caminhão. Os anos se passaram e quando completei 18 anos tirei minha habilitação, mas fui trabalhar em uma usina de cana-de-açúcar, com máquinas.  Quando completei 21 anos, já com idade para mudar a categoria da minha carteira de habilitação, passei da categoria AB para AE. Imediatamente surgiu meu primeiro emprego como motorista de caminhão, por meio do meu sogro, que também seria meu parceiro na atividade de motorista no transporte de cana-de-açúcar. Dirigia um Volvo VM310 rígido, com reboque de 4 eixos, uma composição de 24 metros, romeu e julieta. Fiquei cinco anos nessa atividade, até que meu patrão trocou o caminhão por um Volvo FH540.  Trabalhei mais quatro anos com transporte de cana-de-açúcar e, na entressafra, transportava cargas diversas. Depois desse período, meu patrão decidiu optar definitivamente pelo transporte rodoviário, adquiriu um conjunto de Rodotrem graneleiro e estamos aí, nas batalhas do dia a dia, movimentando o progresso do nosso país.

 

Mensagem de Cláudio

“Parabenizo todos os profissionais do volante que dedicam todo amor, carinho e seriedade para um futuro melhor. Peço atenção sobre a desvalorização da nossa classe e o desrespeito conosco no carregamento e descarregando, nos postos de combustível e até mesmo pelas autoridades rodoviárias. Muitas vezes somos taxados como bandidos. Peço, atenciosamente, que olhem para nós com mais afeto, amor, carinho e respeito. Somos seres humanos iguais aos outros, muitas vezes passando por dificuldades enfrentando chuva e sol, dores, frio e fome para tornar o dia das pessoas melhor. Sem o caminhão o Brasil para, e sem o profissional do volante não há estradas percorridas. Obrigado a todos pela compreensão”.

 

Franciele Zapella

Franciele Zapella

Jaraguá do Sul -SC

A história de Franciele Zapella

Minha vida nas estradas começou quando percebi que era sufocante e desgastante a rotina no escritório. Pensei muito no que eu gostava de fazer, em tudo o que me fazia sentir bem. Gosto de conhecer lugares, de fotografar, de gastronomia e de pegar a estrada e dirigir por horas. Então comecei a procurar opções de trabalho com a descrição de motorista. Não sabia ao certo com que eu trabalharia, mas estava determinada a ser motorista. Foi então que mudei a categoria da minha carteira de habilitação e fiz os cursos de condutor de ambulância, de transporte escolar, de coletivo e MOPP (Movimentação Operacional de Produtos Perigosos). O que mais me chamou a atenção foi o MOPP, pois havia muita participação de motoristas que falavam sobre a realidade. E ali, naquele momento, eu soube realmente o que eu iria ser: motorista de carreta!
Os primeiros meses foram de grande aprendizado, dificuldades nas rodovias, insegurança em postos, flexibilidade para lidar com o machismo e ao assédio. Mas minha mãe me ensinou que tudo acontece de acordo com a tua própria postura, a forma de tratar as pessoas. E sempre fui mais reservada. Hoje em dia, trabalhando entre Brasil, Argentina, Chile e Uruguai ainda estou aprendendo a lidar com situações difíceis, mas mantenho sempre o foco, a determinação, a paciência e a prudência para exercer da melhor forma possível esta profissão pela qual me apaixonei incondicionalmente.
Minha família, graças a Deus sempre me apoia, me aconselha e se orgulha da pessoa que me tornei.  E por ironia do destino, como nada nesta vida é por acaso, nascei no dia 30 de Junho, dia do caminhoneiro!

Mensagem da Fran

“Caminhoneiros são profissionais que dedicam suas vidas longe de casa e de suas famílias, enfrentando dificuldades e perigos nas estradas para transportar o progresso o nosso país!”

 

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Carlos Rabelo Costa

São Paulo – SP

A história de Carlos

Minha história como motorista iniciou há 12 anos. Eu trabalhava com segurança e fui convidado por uma empresa para trabalhar como motorista de ônibus. E, nas minhas férias, eu fui por curiosidade. Fiz os primeiros treinamentos sobre como transportar passageiros, como se deve lidar com os passageiros e acabei gostando. Me apaixonei pelo setor.  Quando minhas férias terminaram, pedi demissão para continuar como motorista de ônibus. Amo essa profissão e faço tudo com o maior carinho. Procuro atender aos passageiros como se eu estivesse atendendo meus familiares, e me esforço para ajudar os colegas de profissão com dicas e vídeos, especialmente sobre os temas segurança e relacionamento com os passageiros. Hoje, além de eu trabalhar como motorista, atuo como instrutor e tento transmitir para todos o amor que tenho pela profissão e pelo transporte de passageiros.

 

Mensagem de Carlos

Nossa missão é transportar vidas, sonhos, vitórias. Quando realizamos o nosso trabalho com dedicação, tudo se torna um lindo passeio.