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26.10.2017 | Notícias

Mostra de vídeos publicitários promove debate sobre violência no trânsito

Uma mostra internacional de vídeos publicitários de segurança expõe a violência no trânsito provocada por bebidas alcoólicas, alta velocidade e uso do celular ao volante. Promovida pelo Memorial da Segurança no Transporte, de Curitiba, que está comemorando um ano este mês, a exibição traz mais de 30 vídeos curtos e impactantes feitos no Brasil e em vários países de todos os continentes.

 “Realizada a partir das 18h30 do dia 25, a mostra será seguida por um debate sobre o assunto com especialistas, que discutirão como as campanhas de comunicação podem contribuir para a educação e a mudança de comportamento no trânsito”, afirma Eduardo Giglio, diretor-executivo da Associação Viking, entidade responsável pelo Memorial. Na sequência, a mostra se torna itinerante, percorrendo num ônibus adaptado diferentes locais de grande acesso de pessoas em Curitiba, também gratuitamente. O evento e a itinerância do Cine Segurança conta com o patrocínio da Volvo, por meio do Programa Volvo de Segurança no Trânsito, que está comemorando 30 anos de atividades em prol de um trânsito mais seguro e humano.

“Mesmo tendo sido produzidos em países os mais diversos possíveis, cultural e economicamente, os vídeos têm uma linguagem universal, mostrando como o comportamento inadequado das pessoas nos veículos é o principal causador de acidentes”, diz Anaelse Oliveira, coordenadora do PVST (Programa Volvo de Segurança no Trânsito), iniciativa da empresa que também é patrocinadora do Memorial.

Os filmes apontam antigos e conhecidos vilões do comportamento no trânsito, como a associação de bebida alcoólica e direção, assim como dirigir em velocidade acima da permitida pela lei. E revelam ainda como novas condutas no trânsito podem ser tão ou mais prejudiciais que o álcool e a alta velocidade: o uso do celular nos veículos. As produções são impressionantes e mostram os acidentes para impactar os espectadores. Além de produções brasileiras, os vídeos são da China, Estados Unidos, França, Espanha, Eslovênia, Noruega, Argentina e de uma série de outros países.

 

Especialistas

Logo após a exibição dos vídeos, o memorial abre o debate, que será mediado por J. Pedro Correa, consultor do PVST e um dos maiores especialistas em segurança no trânsito do Brasil. Ele conversará sobre o tema com Mário Negrão, psicanalista e especialista em terapia comportamental cognitiva; Celso Alves Mariano, especialista  multidisciplinar em trânsito e diretor do Portal do Trânsito; José Dionísio Rodrigues, publicitário e diretor do Grupo OM Comunicação Integrada; e Letícia Carol Weis, psicóloga e mestranda em Psicologia do Trânsito.

O Memorial é um projeto da Associação, patrocinado pela Volvo do Brasil e pela Volvo Financial Services, viabilizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, Ministério da Cultura e Governo Federal.

 Veja um dos vídeos da mostra acessando o link abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=NFPM2for8ak

Roteiro da mostra itinerante de vídeos de segurança no trânsito:

 - Boca Maldita, dia 28/10 – Das 9 horas às 15 horas

- Praça Rui Barbosa, dias 30 e 31/10 – Das 10 às 19 horas

- Estacionamento principal do Parque Barigui, dias 4 e 5/11 – Das 10 às 18 horas

 
26.09.2017 | Notícias

Volvo lança o Guia Zero Acidentes para os transportadores

O Grupo Volvo está lançando o Guia Zero Acidentes para transportadores, embarcadores e outras empresas que atuam no setor. O objetivo é orientar este segmento com um conjunto de informações desta área e apontar caminhos para baixar o número e a gravidade dos acidentes rodoviários no Brasil. O Guia é parte das comemorações dos 30 anos do PVST, o mais longo e importante programa de mobilização por um trânsito mais seguro e humano existente no Brasil.

O documento mostra como trabalhar na busca do Zero Acidentes, um conceito adotado pelo Grupo Volvo, que tem como ideal de futuro o zero acidentes com seus veículos.

“Zero Acidentes é um plano ambicioso e desafiador. É preciso o envolvimento de todos – transportadores, clientes e usuários dos veículos”, afirma Solange Fusco, diretora de comunicação corporativa do Grupo Volvo América Latina, ao lembrar que a Volvo contribui fortemente nesta área, oferecendo os veículos mais seguros do mercado, sempre com as mais recentes tecnologias de segurança ativa e passiva.

Dividido em 22 capítulos, o Guia começa pela história do Zero Acidentes e vai até a recomendação para as empresas realizarem benchmarking. Um dos destaques é a possibilidade de as empresas se certificarem pela ISO 39001, a norma internacional que regulamenta as ações de gestão da segurança de tráfego viário, publicada recentemente pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

“O guia é um passo a passo. Ele mostra o que os transportadores devem priorizar para estabelecer um plano de ação consistente e de longo prazo para chegar a zero acidentes”, conta Anaelse Oliveira, responsável pelo PVST. Ela explica que o documento faz 12 recomendações básicas, a começar pelo envolvimento da alta liderança da empresa no assunto e, na sequência, a montagem de um grupo de comando do plano.
Cultura da segurança

O Guia sublinha também a importância de as empresas definirem uma política de segurança que seja clara e simples para ser aplicada por todos os setores, para que os funcionários possam se sentir empoderados a aplicar correções onde elas forem necessárias. “Com isto, as empresas dão um passo decisivo para desenvolver a cultura de segurança, tão indispensável para as conquistas do comportamento seguro no trânsito”, observa Anaelse.

A política de segurança determina os índices de acidentalidade que a frota da empresa deve atingir gradativamente para chegar o mais próximo possível do zero num prazo futuro definido. “Uma política de segurança consistente e bem implementada é uma quase garantia de boa aceitação por parte dos grandes clientes embarcadores que querem ver seus produtos em mãos seguras e entregues com pontualidade”, destaca diz J. Pedro Correia, consultor do PVST.

Segurança no DNA

O Guia mostra ainda que é preciso fazer levantamentos de dados e diagnósticos de acidentes, estabelecer objetivos e ações de campo, e ainda promover avaliações, assim como monitorar sistematicamente os trabalhos e comemorar os resultados. “É uma detalhada orientação sobre como baixar a acidentalidade rodoviária e, com isto, reduzir as perdas humanas e materiais, além de melhorar a imagem da empresa no mercado”, diz Solange. “A segurança está no DNA da Volvo. Esperamos que o guia contribua para que essa cultura se espalhe por muitas outras empresas”, complementa a executiva.

O guia é resultado do esforço que a Volvo vem promovendo nesta área desde 2012, quando o Grupo Volvo apresentou sua visão global de segurança baseada em zero acidentes nas operações dos seus produtos. A Volvo do Brasil imediatamente formulou uma estratégia para envolver o setor de transporte comercial no País. Além de disponibilizar informações, foram organizados inúmeros seminários regionais com executivos de transportadoras para a discussão do tema e de alternativas para a redução efetiva dos acidentes.

Acesse: https://pvst.com.br/wp-content/uploads/2017/10/Guia-Zero-Acidentes-para-Transportadores.pdf

 
13.09.2017 | Notícias

Volvo lança simulador da ISO 39001

O Grupo Volvo está lançando hoje, na internet, um simulador para ajudar as empresas de transporte a identificar o grau de segurança viária em que se encontram. A ferramenta, que pode ser acessada no portal do PVST (Programa Volvo de Segurança no Trânsito), ajuda o transportador a reconhecer o nível de atendimento dos requisitos da ISO 39001, norma internacional que regulamenta as ações de gestão da segurança de tráfego viário. O Brasil é um dos países com maior número de mortes e acidentalidades no trânsito do mundo, com uma média de 17,5 mortes por dia somente nas rodovias federais em 2016.

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O lançamento é parte das ações em comemoração aos 30 anos do PVST. O PVST é a mais longa jornada no Brasil com o objetivo de mobilizar a sociedade e gerar transformações positivas para um trânsito mais seguro. “O simulador é uma ferramenta que contribui para agregar mais valor ao negócio dos transportadores que querem estabelecer como meta a certificação pela ISO e ter uma gestão voltada para a segurança viária”, declara ressalta Solange Fusco, diretora de comunicação corporativa do Grupo Volvo América Latina.

 Os interessados em fazer a verificação devem acessar o site do portal (www.volvo.com.br/pvst), onde aparece em destaque o banner do simulador. Depois, clicar em “Realizar Simulação” no menu superior e seguir os passos indicados. É fácil e rápido de usar. São 25 perguntas correlacionadas aos indicadores da ISO.

Depois de concluído, é possível ter acesso a dois relatórios, que podem ser gravados em arquivos PDF: um perfil detalhado, com um gráfico mostrando percentuais de atendimento de cada uma das 25 perguntas, e outro com um perfil geral, que classifica a empresa, mostrando se é “Proativa”, “Preventiva” ou “Reativa” em suas ações de segurança viária.

 Orientação

“O simulador é um instrumento que facilitará as empresas identificarem se estão num estágio inicial, intermediário ou avançado na gestão da segurança da operação”, afirma Anaelse Oliveira, responsável pelo PVST. Mas ela destaca que é apenas uma orientação e não garante às empresas mais avançadas que elas já estejam aptas a contratar uma certificadora e consigam a certificação pela ISO 39001. “Mesmo aquelas que ao final da simulação tenham resultados melhores devem promover uma avaliação mais apurada, checar todos os critérios e fazer um diagnóstico com as áreas internas”, diz.

A ISO 39001 pode ser adotada por empresas de qualquer setor e tamanho, e não apenas as transportadoras. Toda empresa que tenha no seu negócio qualquer interface com o transporte rodoviário ou urbano, de passageiros ou de cargas, pode buscar essa certificação. “A certificação pela ISO 39001 garante aumento de eficiência, redução do número de acidentes e perdas e pode inclusive conseguir benefícios em redução de custos com seguros”, observa Paulo Gottlieb, consultor da ISO 39001.

PVST foi pioneiro

Publicada em 2012 pela ISO Internacional, a norma ganhou uma versão brasileira da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) em 2015 – a Norma ABNT NBR ISO 39001. A tradução teve o apoio do PVST, que foi o primeiro a disseminar a norma no País, quando lançou em 2014 o Manual de Implantação de um Sistema de Gestão de Segurança Viária. O manual pode ser baixado em arquivo PDF no hotsite do simulador.

“O objetivo da ISO 39001 é fortalecer as ações em segurança viária para mudar a realidade em relação aos altos índices de acidentes de trânsito, como é o caso do Brasil”, finaliza Solange. Ela lembra que, somente em 2016, nas rodovias federais brasileira foram registradas 6.398 mortes e 21.420 feridos graves em 96.358 acidentes, que envolveram 216.249 pessoas (ver Atlas da Acidentalidade no Transporte www.atlasacidentesnotransporte.com.br ), publicado pela Volvo e também disponível no portal do PVST.

 Os interessados em adquirir a norma podem acessar diretamente o site da ABNT: http://www.abnt.org.br/normas-tecnicas/normas-abnt.

 
01.09.2017 | Notícias

25 anos de lombada eletrônica a favor do trânsito

A lombada eletrônica está completando 25 anos. Uma invenção da empresa paranaense Perkons, especializada em tecnologia para segurança e gestão integrada de tráfego. Apenas em 2016 a empresa  ultrapassou a casa dos quatro bilhões e meio de veículos monitorados em todo o País e no exterior. E, o mais importante, estudos como o do Ibmec(RJ) – Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais apontam que, a cada equipamento de fiscalização eletrônica instalado, são evitados cerca de três óbitos e 34 acidentes por ano. Por essa base, estima-se que até 2016, as atividades da Perkons pouparam cerca de 70 mil vidas. Atualmente, são 494 lombadas eletrônicas instaladas em 13 estados País, além delasterem atravessado fronteiras e chegado ao Peru, Colômbia e Equador. Uma contribuição expressiva para diminuir o número e severidade dos acidentes, tornando o trânsito mais seguro para motoristas e pedestres. Confira a entrevista com o diretor e especialista em trânsito da Perkons, Luiz Gustavo Campos.

Lombadas eletrônicas pouparam 70 mil vidas em 25 anos_1

 A invenção da lombada eletrônica, em 1992, chegou antes do “novo” Código de Trânsito, ela pode ser considerada um alicerce para ele e uma aliada para o seu  fortalecimento na época?

Era uma época em que algo precisava ser feito realmente para melhorar o trânsito brasileiro. A nossa intenção, no início era simplesmenteestimular a redução da velocidade por meio de uma alternativa menos abrupta do que a lombada física. No entanto, a lombada eletrônica acabou extrapolando essa função inicial e os resultados a favor do trânsito começaram a aparecer de forma significativa. Isso também ocorreu em função da Portaria 115/98 do Inmetro, que diz respeito à aferição do equipamento. Ou seja, as regras foram definidas e o equipamento foi aceito para o cumprimento da legislação. Tudo isso aliado à tecnologia oferecida pelo dispositivo propiciou os bons resultados.

De que modo a lombada eletrônica impactou a história da segurança no trânsito do país? Quais os principais resultados nesses 25 anos?

Além dos estudos, como o do Ibmec (RJ), que estimam que, até 2016, foram poupadas cerca de 70 mil vidas no Brasil apenas com os equipamentos da Perkons, sabemos que os casos que não viraram acidente também colaboram para que os leitos dos hospitais não sejam ainda mais ocupados por pessoas que passaram por algum tipo de acidente de trânsito. Atualmente 60% dos leitos dos hospitais são ocupados por esses casos. O quenos motiva é saber que esses equipamentos também fazem os motoristas lembrarem de tirar ‘o pé do acelerador”. O excesso de velocidade é a causa de uma em cada três mortes por acidentes de trânsito em todo mundo. Uma pesquisa do BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento atrela a fiscalização eletrônica à redução de 60% de óbitos e 30% de acidentes de trânsito.  Estamos colaborando significativamente para salvar vidas e evitar acidentes.

Quais parcerias, incentivos ou reconhecimento fizeram – e fazem -  a diferença para o sucesso da lombada eletrônica?

Em Curitiba, onde foi instalada e ainda funciona a primeira lombada eletrônica, a primeira parceria importante foi com o IPPUC-Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba.  Mas, o Inmetro, como citado, foi fundamental também. Em termos de reconhecimento, podemos citar o próprio Prêmio Volvo de Segurança no Trânsito, conquistado por duas vezes, e a indicação consecutiva, nos últimos dois anos, como uma das Campeãs de Inovação do Sul do Brasil. Além disso, a lombada eletrônica também está entre as inovações destacadas no livro 101 Inovações Brasileiras, lançado em dezembro de 2008, pelo Monitor Group, empresa global de serviços de assessoria de gestão, em parceria com a revista Exame. E um dos recentes triunfos da corporação foi a participação na Intertraffic 2016, no México, maior feira do mundo nos segmentos trânsito e mobilidade. Estaremos presentestambém nas edições de 2017, novamente no México – demonstrando a importância do mercado latino para o setor -, e 2018, em Amsterdam.

 Como a lombada eletrônica é percebida atualmente, pela sociedade e pela imprensa, em termos de melhoria do sistema de segurança e na promoção do comportamento seguro no trânsito?

Além de todos os ganhos já apontados, podemos ainda acrescentar que os equipamentos de fiscalização eletrônica instalados pela Perkons – o que inclui a lombada eletrônica- registram um índice de respeito à velocidade de 99,93%. Para quem passa eventualmente por uma lombada desse tipo e é multado, pode até haver um descontentamento. Mas, para quem mora ou circula no entorno de onde há uma lombada eletrônica, o reconhecimento aparece de diferentes formas. Já vimos casos onde há manifestações de protesto quando se tentou desativar uma dessas lombadas, por exemplo. E tambémháa reivindicação para a colocação em outros trechos. A imprensa também colabora imensamente com a divulgação desses dados.Também é notório que estamos colaborando com a Década Mundial de Ações para a Segurança no Trânsito (2011 a 2020), da OMS – Organização Mundial da Saúde.

A lombada eletrônica já está no Peru, Equador e Colômbia. Há, ainda hoje, outros países interessados em implantar a lombada eletrônica? Elas serviram de inspiração para outros dispositivos similares ao redor do mundo?  

Além da exportação para os países da América do Sul, já tivemos interesse da África e do Oriente Médio, por exemplo. Mas nunca saberemos pelo mundo afora o que foi ou não inspirado em nosso modelo autenticamente curitibano. De qualquer forma, estamos sempre atentos a novas oportunidades de negócios e contribuição para a melhoria do trânsito onde quer que seja.

Qual o futuro da lombada eletrônica? Há mais para evoluir?

Desde o início, a ferramenta é utilizada para garantir que os veículos trafeguem dentro do limite de velocidade regulamentado para o trecho da via onde está instalado e, ao longo desses anos, incorporou novos recursos para melhoria da qualidade da imagem e precisão. O display hoje conta com iluminação de LED. A câmera capta imagens de qualidade e coloridas.  O dispositivo possui vários modelos e o design foi alterado para melhorar a visibilidade dos usuários da via. Houve também a integração de outras funcionalidades. As lombadas podem capturar vários tipos de infração como ultrapassagem em local proibido, transitar com veículo em situação irregular e em horário e local não permitido (rodízio e restrição de caminhões) e contramão de direção. Ou seja, a evolução da lombada eletrônica é constante, vai se adaptando e, até mesmo, s antecipando a necessidades. Logo teremos carros autônomos, por exemplo, e será preciso ver como se dará a fiscalização. Ou seja, estamos atentos ao trânsito e à mobilidade urbana com o espírito inovador de sempre.

 
28.08.2017 | Notícias

Atlas da Acidentalidade no Transporte mostra números muito altos no Brasil

A terceira edição do Atlas da Acidentalidade no Transporte organizado pelo PVST (Programa Volvo de Segurança no Trânsito) e divulgado esta semana, revela números ainda muito altos e mostra que ainda há muito o que se fazer para diminuir os acidentes e as mortes nas estradas federais brasileiras.

 O documento, feito a partir de números do banco de dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), traz o mais completo diagnóstico dos acidentes de trânsito nas 165 rodovias federais do Brasil, apontando quais os piores trechos, as principais causas de acidentalidade, os dias da semana e os horários em que mais acontecem os acidentes por tipo de veículo, além de uma série de outras informações.

 Disponíveis no Portal www.atlasacidentesnotransporte.com.br, os resultados mostram um ligeiro declínio na letalidade, que caiu de 18,8 mortes por dia em 2015 para 17,5 mortes/dia em 2016. “É uma redução ainda muito pequena, considerando os altos números e a gravidade dos acidentes. Ainda temos um longo caminho a percorrer para alcançar um trânsito mais seguro. As informações do Atlas podem nos ajudar a entender melhor o que é preciso fazer”, declara Solange Fusco, diretora de Comunicação Corporativa do Grupo Volvo América Latina.

Em 2016 as estradas federais registraram 6.398 mortes e 21.420 feridos graves em 96.358 acidentes, que envolveram 216.249 pessoas.  A falta de atenção provocou o maior número de mortes (1215), seguida por dirigir em velocidade incompatível com a via (914), ultrapassagens indevidas (510) e ingestão de álcool (439).

Ultrapassagem indevida

Mas quando avaliado o chamado Índice Médio de Gravidade, a causa mais letal foi a ultrapassagem indevida (6,9), seguida pela desobediência à sinalização (5,0). “Isso evidencia a imprudência ao volante. É uma informação que, infelizmente, revela que  comportamentos inadequados ainda são principais causas dos acidentes”, diz Anaelse Oliveira, responsável pelo Programa Volvo de Segurança no Trânsito e coordenadora do Atlas.

A maior parte dos acidentes ocorre em dois picos ao longo do dia, em picos às 7 da manhã e no final da tarde, às 18 horas. Mas o maior número de mortes ocorre no horário noturno, entre as 3 e 4 horas da manhã. Segunda-feira é o dia com maior número de acidentes (17%), seguido de domingo e terça-feira, com 16%. A maioria das mortes ocorre na terça-feira.

O maior número de mortes foi registrado nos Estados de Minas Gerais, com 830 letalidades em 14.371 acidentes; Paraná com 652 mortes e 11.032 acidentes; Bahia, com 610 mortes e 5.496 acidentes; e Santa Catarina, com 450 mortes e 10.604 acidentes.

O trecho com maior número de mortos em 2016 está entre os quilômetros 216 e 225 da BR 116, na saída de São Paulo, com 18 mortes. Logo na sequência ficou o trecho entre os kms 337 e 346 da BR 381, no interior de Minas Gerais, com 15 mortes. O maior número de acidentes (745) ocorreu entre os kms 202 e 211 da BR 101, na região metropolitana de Florianópolis (SC), seguido pelo trecho entre os kms 219 e 228 da BR 116, em São Paulo, com 583 acidentes.

Zero Acidentes

“O Grupo Volvo tem uma missão ousada nos países onde atua: Zero Acidentes com os caminhões e ônibus da marca. As preciosas informações do Atlas podem contribuir para auxiliar as empresas a definirem ações que ajudem a prevenir e a diminuir o número de acidentes e, principalmente, de mortos e feridos”, destaca a diretora de Comunicação Corporativa.

“O PVST é a mais longa jornada em prol de um trânsito mais humano no Brasil. As informações do Atlas são mais uma fonte que deve ser usada pelas empresas de transporte gerenciarem o risco das viagens de caminhões e ônibus e promover ações para diminuir a acidentalidade”, observa Carlos Ogliari, vice-presidente de RH e Assuntos Corporativos do Grupo Volvo América Latina.

O Atlas da Acidentalidade no Transporte Brasileiro é uma das ações do PVST. As informações são abertas ao público. Todos os dados e números podem ser acessados no portal www.atlasacidentesnotransporte.com.br. O estudo é realizado pela Tecnométrica, empresa brasileira de Engenharia da Informação baseada em Campinas (SP), com base no banco de dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os dados das pesquisas são postados cumulativamente. Hoje, já existem informações de 2007 a 2016.

Números preocupantes

A enorme massa de dados contida no Atlas revela números preocupantes: de 2007 a 2016, as estradas federais brasileiras acumularam 1,56 milhão de acidentes, que resultaram na morte de 77.227 pessoas. Cerca de um terço do número total de acidentes (525.660) foi com caminhões e mais de 90 mil envolveram ônibus.

“O Atlas é muito importante porque congrega num único local uma gigantesca base de dados e estatísticas dos acidentes das rodovias federais. É uma fonte de pesquisas que certamente pode ajudar a entender o que está por trás da ocorrência de um número tão grande de acidentes e de mortes nas nossas rodovias”, finaliza Sebastião de Amorim, diretor técnico da Tecnométrica.