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28.08.2019 | Notícias

Austrália realiza a primeira pesquisa científica sobre fadiga de motoristas de caminhão

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J. Pedro Corrêa, Consultor de Segurança no Trânsito

O Brasil que está ligado ao transporte sabe da importância do trabalho prestado pelos motoristas de caminhão bem como das condições adversas em que trabalham. Quando o grupo observado é o dos caminhoneiros autônomos, o quadro torna-se ainda mais dramático já que as dificuldades expostas mostram um cenário de maior complexidade. Muitas vezes esses profissionais enfrentam jornadas de trabalho praticamente impossíveis e, em razão disso, a inevitável fadiga passara a ser tema no cotidiano do setor.

Apesar de muito se falar, pouco se conhece sobre estudos com embasamento científico para confirmar as especulações correntes e que pudessem servir de base para a adoção de políticas públicas de enfrentamento. Surge,  enfim, uma primeira luz para iluminar o debate.

Na Austrália, um estudo publicado no primeiro semestre deste ano, envolveu mais de 300 motoristas de caminhão e examinou cerca de 150.000 dados relativos à atenção ao dirigir e sono dos profissionais do volante. É a primeira pesquisa científica sobre fadiga de profissionais das estradas de que se tem conhecimento. Os resultados não surpreendem  mas tiveram o valor de confirmar muito do que já se sabia.

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“A fadiga responde por um quinto dos acidentes graves nas rodovias brasileiras e estas ocorrências estão relacionadas ao excesso de horas de trabalho.”

José Everardo Montal, Vice-Presidente da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego

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A pesquisa foi encomendada pela Comissão Nacional de Transporte da Austrália junto ao Centro de Pesquisa Cooperativa para a Atenção, Segurança e Produtividade; Universidade de Monash e Instituto da Respiração e do Sono. O trabalho durou aproximadamente 3 anos (2015 a 2018) e contou com o suporte da indústria de transporte pesado. O acesso ao resumo do trabalho, em inglês, pode ser feito em: https://www.ntc.gov.au/Media/Reports/(0FF2722E-5F5C-285E-8208-503A37BCC154).pdf

Pela legislação australiana, motoristas de caminhão podem dirigir por um total de 12 horas por dia, limite ultrapassado constantemente. A Lei determina também que, a cada 4 horas, o motorista deve descansar por 30 minutos. Muitas transportadoras usam dois motoristas que se revezam ao volante. As dimensões continentais da Austrália (mais de 7,5 milhões de km2), com grandes distâncias entre os principais centros, se constituem em grandes dificuldades para uma fiscalização mais efetiva.

O estudo foi dividido em quatro objetivos ligados à fadiga dos motoristas profissionais:

  1. Dimensionar o nível de contribuição da fadiga de motoristas de veículos pesados nos acidentes rodoviários;
  2. Possibilidades de alterações na legislação nacional sobre veículos pesados, o que não é feito desde sua introdução, em 2008;
  3. Coleta de mais dados para dar suporte a eventuais e possíveis reformas da legislação;
  4. Avaliação da tecnologia existente para monitoramento do nível de alerta dos motoristas para apoiar possíveis mudanças na política atual e atos regulatórios.

Principais resultados da pesquisa
Os maiores níveis de alerta foram observados no horário padrão de dirigir para turnos que começam entre 6h e 8h, incluindo todos os intervalos para descanso.
Os maiores riscos de aumento na sonolência ocorrem:

  • Após 15 horas de condução do dia quando o motorista inicia o turno antes das 9h.
  • Após 6 a 8 horas de condução noturna (quando o condutor inicia um turno à tarde ou à noite).
  • Após 5 turnos consecutivos ao dirigir novamente por mais de 13 horas.
  • Ao dirigir um turno adiantado que começa depois da meia-noite e antes das 6h.
  • Durante longas seqüências noturnas.
  • Quando o motorista inicia a jornada à noite e continua durante o dia.
  • Após longas jornadas de mais de sete turnos.
  • Durante os turnos mais intensos, ​​um intervalo de descanso de sete horas permite apenas cinco horas de sono – duração associada a um risco três vezes maior de acidentes.

As principais conclusões do estudo foram:

  • Turnos de 12 horas foram associados com pelo menos o dobro do aumento de sonolência. Este aumento de risco ocorre após 6 a 8 horas em trabalho noturno (a partir da tarde para noite) e depois de 15 horas para turnos de trabalho que começam antes de 09:00 da manhã.
  • Após 5 turnos consecutivos, a taxa de sonolência dobrou à partir das 13 horas no turno e triplicou em 15 horas no turno.
  • O maior estado de alerta foi verificado nos turnos que começam entre as 6-8 da manhã até 14 horas.
  • A condução noturna foi associada a um estado de alerta deficiente (o dobro da taxa de sonolência entre 22:00 e as 05:00 horas e o triplo entre a meia-noite e as 3:00 da manhã).
  • Para os turnos da noite, houve sonolência substancial após 8 ou mais horas de condução, com uma duplicação da taxa de sonolência, particularmente após 6 ou mais turnos seguidos.
  • A sonolência foi substancial durante os primeiros turnos de 1 a 2 horas (efeito do primeiro turno noturno), nas longas sequências noturnas e com os turnos que começam à noite e entram pelo dia seguinte).
  • Após longas sequências de jornadas de mais de 7 turnos, houve mais que o dobro de eventos de sonolência para intervalos de descanso mais curtos de 7-9 horas.
  • Mudanças de jornadas com intervalos de 7 horas permitiram apenas 5 horas de sono, uma duração previamente associada a um risco três vezes maior de acidentes. Houve taxa mais alta de microssono EEG (“pescada”) durante a condução​​.

Pedimos ao Dr. José Everardo Montal, Vice-Presidente da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, que opinasse sobre o estudo australiano e o comparasse ao que se sabe, hoje, sobre o assunto no Brasil. Seus comentários:

O mérito deste trabalho australiano, divulgado pelo Programa Volvo de Ssegurança no Trânsito, é confirmar vários pontos que já conhecíamos em relação aos efeitos da fadiga sobre os motoristas profissionais. Sabemos que ela responde por um quinto dos acidentes graves nas nossas rodovias, e que estas ocorrências estão relacionadas ao excesso de horas de excesso de trabalho”. Para ele, “como a fiscalização do controle de jornada no Brasil é precária, o problema não só não é atenuado, como pelo contrário é aumentado pelo uso de anfetaminas e outras drogas por parte de profissionais do volante”.

Para Montal, é essencial que autoridades do setor juntamente com os especialistas em toxicologia juntem esforços para enfrentar o problema. “Sabemos que o tema preocupa o mundo todo mas vemos que nações adiantadas como a Austrália estão fazendo a coisa certa, pesquisando cientificamente o assunto para propor recomendações, mas com base em dados e informações concretas”.

Oxalá este estudo possa ser avaliado pelos diversos setores da vida nacional relacionados com o transporte de cargas e de passageiros e que produza propostas concretas de enfrentamento. Toda a comunidade está ciente da complexidade do tema, das muitas variáveis que precisam de tratamento adequado e essas passam por todas as áreas do transporte a começar pelos mais altos escalões da República, seguindo pela organização nos estados e regiões, alcançando federações regionais e sindicatos até chegar aos profissionais do volante, sejam eles autônomos ou mesmo contratados de empresas.

Este tipo de problema precisa ser enfrentado com rigor, mas ao mesmo tempo com habilidade, paciência e muitos estudos.

 

Conferência na Suécia marcará o final da Década de Segurança

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Em 2020, a Suécia será o palco da Conferência Global que marcará a conclusão da Década de Ações pela Segurança no Trânsito, estabelecida pela Organização das Nações Unidas. O objetivo é apresentar os resultados da meta de redução em 50% do número de acidentes e debater as metas globais de segurança no trânsito, levando em consideração a Agenda 2030. Será uma grande oportunidade para conhecer as experiências de cada país para salvar mais vidas.

A terceira Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito, que acontece em 2020, em Estocolmo, na Suécia, marcará a conclusão da Década de Ações pela Segurança no Trânsito, proposta pela Organização das Nações Unidas em 2011. O intuito é debater como promover as metas globais de segurança no trânsito, levando em consideração a Agenda 2030 e apresentar resultados e experiência mundiais na redução de acidentes. São esperadas delegações de oito países, bem como representantes de empresas, instituições de pesquisas e organizações internacionais.

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“Será uma oportunidade para conhecer o nível de prioridade que o mundo deu ao tema, experiências bem sucedidas e principalmente a identificação de medidas urgentes para mitigar o problema mundial da segurança viária”.

Anaelse Oliveira, do PVST – Programa Volvo de Segurança no Trânsito

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Reduzir pela metade o número de acidentes e mortes causadas por acidentes de trânsito, entre 2011 e 2020,  foi a meta lançada pela ONU para provocar um maior debate e conscientização do grave problema mundial. Segundo o  Relatório Global sobre o Estado da Segurança Viária de 2018, da Organização Mundial da Saúde (OMS), são cerca de  3.700 mortes nas ruas e estradas do mundo por dia, o que equivale a 1,3 milhão de vidas perdidas anualmente. Além disso, 50 milhões de pessoas ficam feridas ou incapacitadas após um acidente. De todas as mortes de trânsito no mundo, pedestres, ciclistas e motociclistas respondem por 54%. Os países mais pobres são os mais afetados, com 93% das mortes ocorrendo em países de baixa ou média renda. O risco de morte no trânsito é três vezes maior nos países de baixa renda do que nos de alta renda, com taxas mais altas na África (26,6 mortes por 100 mil habitantes) e menores na Europa (9,3 mortes por 100 mil habitantes). África e o sudeste da Ásia têm o maior número de fatalidades. Como se não bastasse toda essa tragédia, os acidentes de trânsito ainda são a principal causa de morte de crianças e jovens entre 5 e 29 anos no mundo. O Brasil faz parte desta triste  estatística:  cerca de 39 mil pessoas morrem anualmente, segundo o último relatório de segurança viária da OMS e aproximadamente outras 300 mil ficam feridas.

Em razão do tamanho do problema e o aumento contínuo do volume de tráfego,  em 2011 a ONU e os governos do mundo declararam a Década de Ações pela Segurança no Trânsito, com uma meta ambiciosa para reduzir as mortes por acidentes em 50% até 2020.

“A julgar pelo mais recente  relatório da OMS,  o quadro além de não melhorar, ainda piorou. Foram registradas melhorias somente  em 48 países, a maioria do continente europeu. Em 104 países a situação piorou”, observa Oliveira, responsável pelo Programa Volvo de Segurança no Trânsito. E cita a Índia  como exemplo: “A economia se  expandindo rapidamente, acompanhada pelo crescimento populacional e urbano faz com que a cada ano, cerca de 150.000 pessoas sejam vítimas de acidentes”, destaca.

O Grupo Volvo participará da Conferência. Sua principal contribuição para reverter este quadro, tem sido oferecer produtos inovadores e de alta tecnologia,  que reduzam tanto o número de acidentes quanto as suas consequências. O Grupo tem colocado especial atenção também ao treinamento de  motoristas  e os usuários desprotegidos das vias (crianças e pedestres) sobre segurança no trânsito além de parcerias com institutos de pesquisas, autoridades e organizações internacionais para  influenciar decisões políticas.

“A conferência será uma grande oportunidade para conhecer o nível de prioridade que o mundo colocou no tema, experiências bem sucedidas e principalmente a identificação de medidas urgentes para mitigar o problema mundial da segurança viária”, finaliza.

 

 

Consciência , atitude e respeito

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Ele tem segurança em seu DNA  e acompanhou o desenvolvimento de grande parte das soluções de tecnologia  presentes nas  últimas gerações de caminhões da marca.  Termina um ciclo na Volvo,  mas continuará com seu propósito em defesa da educação e respeito para um trânsito mais justo e humano.  Em entrevista ele comenta os desafios da sociedade e deixa uma reflexão aos brasileiros.

PVST: Em 2020  termina a década mundial de segurança no Trânsito, idealizada pela ONU. Qual a sua análise? Tivemos mudanças?
Carl-Johan: A iniciativa é ótima, mas ainda temos um longo caminho pela frente. Precisamos fazer com que as pessoas entendam que elas fazem parte do ambiente do trânsito e que, todos juntos, somos responsáveis pelo resultado dessa grande empreitada. Estamos percebendo muito individualismo, as pessoas pensando somente nelas mesmas, este não é o caminho certo. É preciso humanizar o trânsito.

PVST: Como você analisa o cenário de segurança nas estradas? Em que o mundo evoluiu? Aonde não teve avanço?
Carl-Johan: Isto varia muito de país para país e mesmo entre continentes.  Carros estão sendo equipados com muitos aparelhos de segurança, porém, ao mesmo tempo, alguns passam a depender exclusivamente dos sistemas em seus carros, deixando o bom senso de lado e, sendo assim, estamos vendo mais acidentes com carros mais novos.

PVST: Você que acompanha o investimento e desenvolvimento  de soluções em segurança da Volvo, qual delas você acha que teve maior relevância para proteger e salvar vidas?
Carl-Johan: O cinto de segurança é o número um, sem dúvidas, mas temos muitas técnicas adicionais sendo implementadas, como o Volvo Dynamic Steering, uma tecnologia fantástica para proporcionar uma perfeita estabilidade dos veículos.

PVST: O Comitê de Investigação de Acidentes, é  uma  das maiores contribuições que a Volvo tem dado à pesquisa e formação de  banco de dados sobre acidentes. Quais resultados a investigação de acidentes trouxe ao desenvolvimento de soluções seguras?
Carl-Johan: Os estudos para entender como e porquê os acidentes ocorrem são a base para o desenvolvimento de novas soluções de segurança. Com este conhecimento, tem sido possível focar nos acidentes que são mais comuns em busca de soluções rápidas e eficientes. O trabalho da equipe é  fundamental para o desenvolvimento da maioria das soluções de segurança presentes nas últimas gerações de caminhões Volvo.

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“Meu propósito tem sido ajudar as pessoas a compreenderem que, mesmo sendo bons motoristas, todos nós corremos o risco de nos envolvermos em acidentes de trânsito”.

Carl-Johan Almqvist

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PVST:  Você tem sido a imagem pública da segurança da Volvo. Qual tem sido o aprendizado ao conscientizar as pessoas?
Carl-Johan: Influenciar o comportamento das pessoas no trânsito é gratificante. Meu propósito é  ajudar as pessoas a compreenderem que, mesmo sendo bons motoristas, todos nós corremos o risco de nos envolvermos em acidentes. Também acho importante chamar a atenção para os usuários vulneráveis das vias, que são as crianças e os pedestres.

PVST: A Volvo foi inovadora no desenvolvimento de sistemas de segurança passiva e ativa. Qual o desafio agora? O que vem pela frente?
Carl-Johan: A segurança passiva ainda é muito importante porque, mesmo que você tenha sistemas de segurança ativa, em qualquer eventualidade, estará  protegido por sistemas de segurança passiva. Estamos falando do cinto de segurança, air bags, etc. A segurança ativa certamente continuará se desenvolvendo à medida que sensores e computadores se tornarem mais potentes.

PVST: A automação dos veículos vai ajudar na redução de acidentes?
Carl- Johan:  Inicialmente, o foco tem sido as áreas confinadas. Em seguida, no futuro, passará para rodovias com  normas rígidas. A automação requer um ambiente em que todos seguem as regras. Sabemos que nós, seres humanos, podemos nos adaptar com facilidade a variações em diferentes cenários e tomar decisões muito rapidamente desde que estejamos alertas e focados. As regras de trânsito podem ser diferentes dependendo de onde você estiver. Este é, naturalmente, um dos desafios para os veículos de autônomos.

PVST: Você já esteve no Brasil e conhece o drama do trânsito brasileiro. Qual sua recomendação para países, como o Brasil, com urgência de mudança?
Carl-Johan: Percebo que o brasileiro ainda não se deu conta da importância da atitude de cada um. Eles precisam entender  que juntos  fazemos parte do ambiente de trânsito. Se conscientizar de que a nossa família pode ser a próxima a se envolver num acidente. Daí a importância de estarmos todos juntos!

PVST: Uso do celular é hoje uma das grandes causas de acidentes também no Brasil. Qual sua mensagem para quem ainda não se conscientizou da gravidade?
Carl-Johan: Mais uma vez é preciso conscientizar os motoristas sobre o perigo de usar o celular enquanto dirigem. Será que eles sabem que  falar ao telefone aumenta 06 vezes o risco de se envolver num acidente e digitar este risco vai par 23 vezes?

PVST: Educação ou punição? Qual sua opinião para melhorar o comportamento das pessoas no trânsito?
Carl-Johan: Esta é uma pergunta capciosa, mas o melhor caminho é informar a todos que têm um papel importante a desempenhar no trânsito. Punir não é a melhor maneira de fazer isso, já que as pessoas têm reações diferentes a punições. E também que tipo de punição! O monetário não atinge alguns, mas pode ser um desastre para outros.

PVST: Qual o seu maior legado em prol da segurança?
Carl-Johan: Penso que é  adicionar  mais sentimento ao conscientizar sobre o nosso modo de ser no ambiente de tráfego. Acredito  na cooperação e na ajuda mútua ao invés de tornar o ambiente mais  perigoso. Na importância do respeito e de se importar uns com os outros. Essa tem sido a minha defesa para um trânsito melhor.

PVST: Você está encerrando um ciclo na Volvo, qual a sua próxima contribuição para um mundo mais seguro?
Carl-Johan: Como a segurança é tão importante para mim, continuarei a defender a educação e o respeito ao compartilharmos as ruas  e as estradas. Também  continuarei como membro do Conselho de Educação de Trânsito em Gotemburgo.

 

Conectividade e treinamento de motoristas garantem viagens mais seguras

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Garantir uma viagem tranquila, segura e confortável para seus clientes e, ao mesmo tempo, ter eficiência nos custos operacionais é um desafio para as empresas de transporte rodoviário de passageiros.

Diante desse cenário, as tecnologias de conectividade e telemetria presentes nos veículos de transporte de carga e passageiros têm ajudado as empresas do setor a garantir alta qualidade de transporte com custos operacionais mais enxutos. Elas oferecem aos empresários dados que permitem identificar pontos de melhoria na operação por veículo e por motorista, e implementar melhorias que aumentam a eficiência do transporte, tanto em segurança e conforto quanto em redução de custos.

A Premium Turismo, empresa de fretamento de ônibus rodoviários do Rio Grande do Sul, viu seu custo de operação reduzir 8,3% desde que adotou o sistema de gerenciamento de frotas da Volvo, há quatro anos. A principal economia veio do consumo de combustível, um dos itens que mais pesam na planilha dos operadores de transporte.

Outro ganho foi para a imagem da empresa. Os elogios dos passageiros aos motoristas pela viagem tranquila e segura tornaram-se frequentes.

“Nosso conceito de operação mudou. A ferramenta de gerenciamento de frotas nos permitiu criar padrões de viagem, identificar falhas e atuar nos pontos que necessitavam de melhoria para uma operação mais eficiente e segura, como redução de freadas bruscas e manutenção dos limites de velocidade”, afirma Luiz Fernando Martins, diretor da Premium Turismo.

O executivo ressalta, no entanto, que a utilização do sistema de gerenciamento de frotas só é eficaz quando acompanhado de treinamento adequado para os motoristas. “O treinamento dos motoristas com foco nas melhorias necessárias apontadas pelo sistema é indispensável para se atingir resultados positivos”, destaca.

O sistema de gerenciamento de frotas monitora, em tempo real, itens como velocidade, tempo de marcha lenta, ativações do freio, freadas bruscas por veículo e por motorista.

“Hoje, a conectividade permite aos operadores de transporte uma gestão baseada em dados. Ou seja, é possível saber exatamente quais os pontos que precisam ser melhorados para garantir mais eficiência à operação. Uma gestão mais eficiente garante a qualidade do serviço prestado e tornam as empresas mais competitivas”, argumenta Vinicius Gaensly, gerente de serviços conectados da Volvo Buses.

As informações geradas pelos serviços conectados permitem a customização do treinamento dos motoristas, atuando diretamente no estilo de condução e nas necessidades de aprendizado de cada um deles. “Automaticamente, o treinamento impacta em mais segurança e eficiência operacional”, explica Gaensly.

Tecnologias de Segurança

A frota de veículos da Premium Turismo também é equipada com avançadas tecnologias de segurança ativa, como o EBS, sistema eletrônico de frenagem; o Controle Eletrônico Estabilidade, que minimiza o risco de tombamento em curvas; sensor de mudança de faixa de rodagem, que emite sinais de alerta caso o motorista saia da faixa em virtude de falta de atenção ou descuido; e o piloto automático que auxilia o motorista a manter uma distância segura do veículo à frente; e o freio automático de emergência, acionado em caso do motorista não freie o veículo a tempo de evitar uma batida.

“Nós prezamos muito pela qualidade do serviço que oferecemos aos nossos clientes, e segurança é essencial para garantir a qualidade do transporte de passageiros”, afirma Martins.

A Voz do Motorista

“O treinamento é fundamental para o nosso dia a dia, pois facilita na condução do veículo. A cada treinamento aprendemos coisas novas e importantes. A telemetria acaba sendo uma ‘avaliação’ do nosso trabalho, nos mostrando o que temos a melhorar e o que estamos fazendo corretamente. Quanto mais aprendemos, melhor conduzimos a viagem e mais segurança transmitimos aos passageiros. Sempre respeitando o limite de velocidade, revisando o ônibus a cada saída e fazendo o uso dos equipamentos de segurança”. Eduardo Mattos dos Santos, motorista da Premium Turismo.

 

Mais segurança nos canteiros de obras

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No projeto de pesquisa Safer@Work, a Volvo CE e seu cliente Colas, gigante da construção viária mundial,  desenvolveram um sistema para detecção de pessoas capaz de aumentar consideravelmente a segurança nos canteiros de obras. O novo sistema  é  baseado em algoritmos de inteligência artificial e foi projetado para monitorar 360 graus ao redor da máquina de construção. O equipamento ainda em desenvolvimento está em rigorosos testes na Europa e com bons  resultados.

O Grupo Volvo, fornecedor global de soluções de transporte,  entende que tem  uma oportunidade única não só de contribuir com a segurança no trânsito de pessoas no mundo todo, como também de colaborar para um ambiente de trabalho mais seguro aos motoristas e operadores.

Dentro desta visão, alinhada à pesquisa Safer@Work, a Volvo CE e seu cliente Colas, desenvolveram um sistema de detecção de pessoas capaz de aumentar consideravelmente a segurança nos canteiros de obras.

A Colas , uma das mais importantes empresas de construção viária do mundo, tinha como objetivo melhorar a segurança nos canteiros de obras. Ao mesmo tempo, os engenheiros da Volvo CE trabalhavam no desenvolvimento de um sistema de algoritmos de inteligência artificial (IA) para detecção de pessoas e precisavam testá-lo em condições reais de trabalho. “Nós queríamos fazer uma parceria com um fabricante de equipamentos de construção e criar um sistema de segurança inovador para reduzir o número de acidentes envolvendo pessoas em canteiros de obras”, diz Philippe Simarik, diretor de prevenção, saúde e segurança da Colas.

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“Muitas máquinas de construção são usadas em estruturas urbanas, ao redor de edifícios e vias com muitas pessoas e veículos. Nesses ambientes em particular, a capacidade de detectar pessoas evita muitos possíveis acidentes.”

Dr. Fares Beainy, Engenharia Avançada da Volvo CE

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O novo sistema, que está em desenvolvimento, foi projetado para monitorar 360 graus ao redor da máquina de construção e prevenir o operador sobre possíveis colisões com pedestres ou outros veículos. O que o torna único é que ele associa vários sinais, incluindo um mapa de calor, alertas sonoros e vibrações, para garantir que o operador fique ciente de todas as obstruções nos arredores da máquina.

Até o momento, o sistema passou por várias rodadas de testes na pedreira e na fábrica de asfalto da Colas na Suíça, usando uma escavadeira Volvo EW160E e uma carregadeira de rodas L2.

São necessários muitos testes e aprimoramentos em um sistema como esse, pois a quantidade de dados para treinar os algoritmos de IA é enorme”, explica o Dr. Fares Beainy, da Engenharia Avançada da Volvo CE. “Porém, em cada rodada de testes, vemos resultados positivos e implementamos pequenas melhorias. Já atingimos um nível de desempenho que os clientes já conseguem utilizá-lo.”